Bolsas caem na Ásia com nova rodada de crise da dívida; Xangai sobe 0,04%

Principais destaques de queda ficaram com empresas que dependem de receitas geradas no exterior, em Tóquio e Hong Kong

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SÃO PAULO – Os principais índices de ações asiáticos fecharam o pregão desta terça-feira (15) em queda, seguindo o movimento observado por Wall Street na véspera, e após o rendimento de títulos soberanos da Itália e da Espanha registrarem alta.

O benchmark Nikkei, de Tóquio, encerrou em baixa de 0,72%, chegando a 8.542 pontos, enquanto o Shanghai Composite, que acompanha as negociações da Bolsa de Xangai, encerrou perto da estabilidade, com leve alta de 0,04%, aos 2.530 pontos. Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou perdas de 0,79%, e atingiu 19.355 pontos.

Contágio da crise da dívida
Investidores já temem que a crise da dívida, que se iniciou na Grécia e se alastrou por Portugal e Irlanda, já tenha atingido Itália e Espanha. Depois de um leilão do governo italiano na segunda, que levou os juros dos papéis da dívida a um recorde desde a criação da Zona do Euro, as negociações com títulos espanhóis também demandava prêmio superiores.

Em Tóquio, a forte entrada de investimentos em dólar para fugir de ativos de maior risco trouxe o iene a uma nova valorização, afetando a performance de exportadoras na bolsa. Empresas que dependem de receitas externas, como a Sony (-1,46%) e a Renesas Electronics (-4,10%), figuraram como destaques de baixa. As ações da Elpida Memory, por sua vez, despencaram 9,09%.

Outros desempenhos relevantes foram os do banco Sumitomo Mitsui, cujos papéis subiram 1,36% com a notícia de que a instituição vai recomprar até US$ 650 milhões de suas próprias ações, e da Olympus, que teve uma grande procura pelo segundo dia consecutivo, avançando 18,52% ao fim da sessão. A fabricante de máquinas fotográficas pode ter que pagar apenas uma multa por suas maquiagens contábeis, o que não a tiraria do mercado.

Para a próxima quarta, o foco deve ficar na reunião do BoJ (Bank of Japan), autoridade monetária do país, que decide sobre a taxa de juros. A expectativa é que seja mantido o nível baixo historicamente entre 0% e 0,1% ao ano, para estimular o aquecimento da produção e do consumo, enquanto podem ser anunciadas novas intervenções no mercado de câmbio.

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Crescimento global menor
Já no pregão da China, outras companhias expostas à necessidade de crescimento da economia mundial foram pressionadas. A Lenovo (-1,27%) e a Esprit Holdings (-2,90%), listadas em Hong Kong, foram duas que fecharam no campo negativo. Enquanto isso, a queda do preço do petróleo em Nova York trouxe as ações da PetroChina para baixo, em uma queda de 1,69%.

Entre os destaques de Xangai, que encerrou no azul, estavam as financeiras, que seguraram um maior avanço do benchmark. Os papéis do Industrial and Commercial Bank of China desceram 0,69%, ao passo que os do China Construction Bank recuaram 0,41%.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei -0,72 8.542 -2,36 -16,49
 Hang Seng -0,79 19.355 +4,61 -15,98
 Shanghai Composite +0,04 2.530 +4,05 -9,91