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SÃO PAULO – Em queda desde a abertura, o Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo recua 0,51% no início da tarde desta quinta-feira (17) e atinge 58.259 pontos, com volume financeiro é de R$ 1,61 bilhão às 13h02.
Sem indicadores relevantes locais nem a divulgação de resultados corporativos na pauta, a bolsa brasileira se vê diretamente atrelada ao humor externo nesta sessão.
Em suma, o mercado mais uma vez repercute a incerteza e o nervosismo na Europa, que vê nesta sessão seu maior reflexo nos títulos públicos dos países da região, especialmente França, Espanha e Itália.
Para ilustrar, a França colocou no mercado € 6,97 bilhões em títulos públicos em quatro linhas de papéis, sendo que em três delas, com vencimentos marcados para 2013 até 2016, o prêmio demandado pelos investidores superou o da última emissão.
Já a Espanha captou € 3,56 bilhões em títulos de dez anos, cujo prêmio de 6,97% demandado pelos investidores foi o maior registrado na história do país. A emissão também chama a atenção por se aproximar da marca dos 7,00%, conhecida pelo fato de que quando a Irlanda e a Grécia a ultrapassaram necessitaram de ajuda financeira internacional, evidenciando o aprofundamento da aversão ao risco no mercado.
Altas e baixas
O principal destaque negativo fica com as ações da Telemar (TMAR5), que registram desvalorização de 3,99% e são cotadas a R$ 48,15. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 2,70%.
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Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis da Klabin (KLBN4), que são cotados a R$ 7,06 e apresentam alta de 2,77%.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Bolsas internacionais
Nos EUA, as bolsas seguem a mesma batida da bolsa brasileira, com perdas próximas a 0,5% desde o início do pregão frente às referências europeias, mesmo com a divulgação de indicadores de emprego e construção civil melhores do que o esperado.
Enquanto isso, na Europa, principal referência do dia, os principais índices acionários seguem recuando cerca de 1%, acompanhando a deterioração evidenciada, principalmente, no mercado de títulos públicos.
Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam em queda nesta quinta-feira (17), quase próximos da estabilidade, diante do aumento da aversão ao risco no cenário externo.
Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7730 na compra e R$ 1,7750 na venda, alta de 0,47% em relação ao fechamento anterior.