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SÃO PAULO – A Standard & Poor’s aumentou a nota de duas estatais brasileiras, após o upgrade no rating soberano do Brasil, na noite de quinta-feira (17). O rating corporativo em escala global da Petrobras (PETR3, PETR4) passou de BBB- para BBB. Já a nota em moeda estrangeira da Eletrobras (ELET3, ELET6) foi elevado de BBB- para BBB, enquanto o rating em moeda local passou de BBB+ para A-.
“Nós acreditamos que a probabilidade da Petrobras receber suporte extraordinário do governo é muito alta, o que, segundo nossos critérios, nos levou a revisar os ratings da companhia, em função da elevação do rating soberano do País”, disse a agência, em comunicado. Sobre a Eletrobras, a S&P avalia que a possibilidade da companhia receber suporte extraordinário do governo, caso necessário, é “quase certa”.
Crédito individual
As avaliações do perfil de crédito individual (stand-alone credit profiles – SACP) foram mantidas inalteradas tanto para Petrobras quanto para Eletrobras, ambas em BBB-.
A agência explica que o SACP da Petrobras reflete seu perfil de negócios satisfatório e seu perfil financeiro intermediário. “Também reflete os significativos investimentos de capital da companhia para os próximos anos, que vão continuar exercendo pressão sobre suas necessidades de financiamento e causando um enfraquecimento das métricas de crédito, suavizados por prospectos promissores de reservas, produção e fluxo de caixa no médio prazo, quando esses investimentos começarem a produzir”.
Por sua vez, o SACP da Eletrobras reflete seu perfil de negócios satisfatório e seu perfil financeiro intermediário. “Esses perfis refletem a exposição da companhia ao ambiente regulatório brasileiro; os pesados investimentos de capital de suas subsidiárias, que vão exigir que ela forneça algum suporte financeiro; e a forte influência do governo federal no planejamento estratégico da companhia”.
A agência de classificação de risco afirma que a perspectiva estável dos ratings está em linha com a perspectiva estável para a nota soberana do Brasil, bem como a expectativa de que não haverá alterações na probabilidade de suporte do governo a essas estatais.