Aneel aprova edital de leilão de novas usinas com operação em 2016

Principal usina cadastrada é a de São Manoel, com potência de 700 megawatts e preço-teto definido em R$ 105,00 megawatt-hora

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SÃO PAULO – A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta sexta-feira (18) o edital de leilão para compra de energia elétrica de empreendimentos de geração hidrelétrica, eólica e termelétrica, além de biomassa ou gás em ciclo combinado. O leilão, que está marcado para o dia 20 de dezembro, será realizado para as operações com início no dia 1 de janeiro de 2016.

Com a aprovação do edital, foi definido o preço máximo de energia de cada empreendimento. O vencedor do leilão será o grupo de empresas ou a companhia individual que apresentar o lance com o menor preço de energia.

Dentre as usinas que não possuem licença ambiental prévia, a principal cadastrada é a de São Manoel, instalada no rio Teles Pires – entre Mato Grosso e o Pará – com potência de 700 MW (megawatts). O preço máximo de energia definido foi de R$ 105,00 por MWh (megawatt-hora).

Outros leilões
Outras usinas que participarão do leilão serão a de Sinop, também no Rio Teles Pires, com preço-teto definido em R$ 126,00 e potência de 400 MW, além de Ribeiro Gonçalves, no Rio Parnaíba, com capacidade de 113 MW e preço-teto de R$ 105,00 por MWh. Além dessas, a Cachoeira Caldeirão, instalada no Amazonas e a hidrelétrica de São Roque, no rio Canoas, também participarão do leilão. 

Já as três usinas do complexo Parnaíba – formadas pelo Estreito Parnaíba, Cachoeira e Castelhano – têm preço de referência de R$ 101,00 por MWh. As pequenas centrais hidrelétricas, além das eólicas, termelétricas a biomassa e gás natural terão preço máximo de R$ 122,00 por MWH. 

No caso das hidrelétricas, o prazo para adquirir a licença será encerrado no dia 16 de dezembro. Já as demais usinas terão seu prazo encerrado no dia 1º de dezembro. 

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.