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SÃO PAULO – As ações da BM&F Bovespa (BVMF3) despencaram 4,44% nesta segunda-feira (21), cotadas a R$ 10,11 – a maior desvalorização dentre os papéis que compõem o Ibovespa. Já o benchmark da bolsa apresentou queda bem menos expressiva, de 0,79%. Os investidores repercutiram a declaração feita pela norte-americana Direct Edge, revelando a intenção de abrir uma nova bolsa brasileira no quarto trimestre de 2012.
Os ativos BVMF3 chegaram a ser negociadas com queda de 5,39%, aos R$ 10,01, quando atingiram a mínima do intraday. O volume financeiro dos ativos BVMF3 também foi bastante forte no dia, com movimentação de R$ 198,65 milhões, praticamente o dobro da média diária dos últimos 21 dias, de R$ 100,64 milhões.
“A bolsa terá como sede o Rio de Janeiro, tendo pendente a aprovação regulatória da Comissão de Valores Mobiliários”, informou a empresa em comunicado ao mercado nesta manhã. “Oferecerá negociações em todas as ações brasileiras, ETFs e recibos de depósitos”, disse a Direct Edge.
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Liquidação pode ser impasse para concorrente
A BM&F Bovespa não sinalizou interesse por uma parceria com a Direct Edge. Desta forma, a entrada da nova concorrente pode ficar prejudicada no oferecimento de serviços de custódia e liquidação de ordens, diz a analista Regina Longo Sanchez, em relatório da Itaú Corretora.
“Nos Estados Unidos, a companhia não oferece esse tipo de serviço e, aqui no Brasil, a BM&FBovespa já sinalizou não ter grande interesse em uma eventual parceria com a nova bolsa”, disse a analista.