Em sessão volátil, dólar volta a operar com queda, cotado próximo a R$ 1,81

Divulgação do PIB norte-americano influencia moeda, que deve terminar o dia próximo à estabilidade, segundo analista

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SÃO PAULO – Após abrir em forte queda e chegar a operar no campo positivo no final da manhã, o dólar comercial volta a operar no campo negativo na tarde desta terça-feira (22), registrando queda 0,28%, cotado na venda a R$ 1,808.

“A instabilidade do mercado lá fora, com a Europa ainda não se acertando e o aparecimento de outros países apontando crise, entre eles a Itália, seguem influenciando. Além disso, os EUA voltam ao radar”, avalia Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do Banco Confidence.

Há pouco, nos EUA, foi divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) do país. Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, o avanço foi de 2% no terceiro trimestre de 2011, ficando abaixo das expectativas do mercado, que sugeriam uma expansão de 2,5% na atividade do país.

Neste sentido, o mercado ainda tenta refletir a divulgação do indicador. “Acredito que a moeda terminará o dia próximo da estabilidade, não devendo oscilar muito já que a alta da véspera foi bem forte”, conclui Pellegrini. Ainda nos EUA, os investidores seguem no aguardo da divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), por volta das 17h (horário de Brasília).

Europa
Nesta manhã a Espanha realizou um novo leilão de títulos públicos do Tesouro, pagando juros de 5,22% em títulos de seis meses e de 5,11% de três meses, com arrecadação de € 2,98 bilhões.

As taxas são as maiores desde 1997 e nos leilões anteriores a média contratada foi de 3,302% para os títulos do Tesouro a seis meses e 2,292% para os de três meses, conforme dados da Bloomberg. As taxas são mais elevadas que aquelas exigidas para resgate de países da Zona do Euro, como Grécia e Portugal.

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Panorama doméstico
Na agenda doméstica desta terça-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda prévia de novembro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que marcou inflação de 0,40%.

Ainda por aqui, o Banco Central publica a Nota do Setor Externo, relatório contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais do governo brasileiro em outubro que apontou superávit de US$ 372 milhões.