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SÃO PAULO – O HSBC afirma, em relatório reportado nesta sexta-feira (25), que a França, que tem empenhado seus esforços juntamente com a Alemanha para encontrarem saídas para a piora da economia europeia, é a nova vítima da crise da Zona do Euro.
Para a economista do banco, Mathilde Lemoine, a crise já se espalhou da periferia da região para a França, apesar das medidas de austeridade anunciadas pelo país em 24 de agosto e 7 de novembro. “A diferença entre os títulos públicos de 10 anos de França e Alemanha subiram para 200 pontos-base em 15 de novembro, o seu nível mais alta desde a criação do euro”, constata.
A economia francesa também vem encontrando dificuldades, uma vez que o crescimento de seu PIB (Produto Interno Bruto) vem mostrando desaceleração e o índice PMI (Purchasing Managers Index) caiu para 47,6 pontos em novembro, sua menor pontuação desde junho de 2009.
Rating francês
“O resultado é que a França já não pode mais dizer não às sanções automáticas e à integração fiscal demandada pela Alemanha, tendo que aceitar o princípio do federalismo e controle fiscal. Em troca, o país vai exigir a expansão do balanço do BCE (Banco Central Europeu) para auxiliar na estabilização da crise, fato ao qual a Alemanha vem demonstrando resistência”, afirma Lemoine.
Segundo o HSBC, isto forçará a França a introduzir novas medidas de austeridade, uma vez que aquelas já anunciadas irão ajudar a retardar o avanço dos gastos públicos, mas ainda são insuficientes, por conta das expectativas de menor crescimento e juros mais altos.
No entanto, ainda há dúvidas sobre os próximos cortes de despesas públicas, uma vez que as campanhas para as próximas eleições presidenciais, em maio do próximo ano, já começaram. “Estas incertezas sobre a estabilização da dívida em relação ao PIB, aliadas à continuidade da crise na Zona do Euro vão provavelmente pesar no ‘score fiscal’ da França, que pode conduzir a perspectivas negativas sobre o rating francês.