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SÃO PAULO – Descolado da tendência altista das principais bolsas mundiais, o Ibovespa recuou 1,28% nesta terça-feira (29) e chegou aos 55.299 pontos. A queda do índice brasileiro foi ancorada pelas referências europeias, que inspiraram cautela diante da necessidade de aprovar a liberação da última parcela para o plano de resgate grego e para definir o tamanho da expansão do EFSF. O giro financeiro foi de R$ 5,84 bilhões.
A Europa continuou a ser o centro das atenções, principalmente perante a reunião dos ministros das finanças da Zona do Euro nesta terça-feira. Eles discutem a situação dos PIIGS, sendo um dos principais assuntos a última parcela do empréstimo à Grécia e o novo programa ao país.
O noticiário foi carregado de outras referências negativas, como a emissão de € 3,5 bilhões em bônus soberanos da Itália com o maior rendimento para títulos com esse período de vencimento na história da Zona do Euro. A Fitch colocou em revisão as notas de crédito de 87 bancos europeus, enquanto a S&P ameaçou alterar a perspectiva do rating francês para negativa.
O mercado também refletiu algumas referências norte-americanas. Na véspera, a Fitch revisou de estável para negativa a perspectiva de rating AAA dos Estados Unidos.
Destaque de ações
Em um dia predominantemente negativo, o destaque ficou com as ações da JBS, que recuaram 7,04%, aos R$ 5,68. Vale destacar a presença das ações ordinárias e preferenciais da Usiminas entre as cinco maiores quedas do Ibovespa, ainda refletindo a mudança no bloco controlador, com recuos de 6,33% para USIM5 e de 5,26% para USIM3, com os papéis cotados a R$ 7,95 e R$ 18,00, respectivamente.
Por outro lado, as ações da MRV Engenharia lideraram os ganhos do Ibovespa ao subirem 3,98%, cotadas a R$ 11,49. O papel foi seguido pelos ativos da Cyrela, que avançaram 2,25%, aos R$ 15,00.
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Agenda
A agenda desta terça-feira contou com o primeiro dia de reunião do Copom, quando será definida a nova taxa básica de juros para a economia brasileira. Ainda por aqui, a FGV anunciou o IGP-M do mês de novembro, que marcou taxa de 0,50%.
Na agenda norte-americana, o Consumer Confidence superou as expectativas. O S&P/Case-Shiller Index, da Standard & Poor’s, apontou que os preços dos imóveis norte-americanos caíram mais do que esperado para setembro, mesmo resultado que mostrou a Por outro lado, a FHFA mostrou que os preços dos imóveis avançaram mais do que o estimado em setembro nos Estados Unidos.
Dólar
Após operar em queda praticamente por toda a sessão, o dólar comercial fechou com desvalorização de 0,18% – a terceira queda seguida – aos R$ 1,8498 na venda. Mesmo coberto de referências negativas, a moeda seguiu em trajetória declinante e já acumula perdas de 2,23% nessas três sessões.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 10,88%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,20%, a 130,41% do valor de face.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 2 pontos-base nessa sessão, alcançando os 239 pontos.