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SÃO PAULO – Em dia de grande volatilidade, o dólar comercial opera na primeira sessão de outubro em alta de 0,51%, cotado a R$ 1,881 na venda. O anúncio da Grécia, no domingo (2) de que o país não irá cumprir a meta de redução do seu déficit público neste e no próximo ano provocou um aumento no clima de aversão ao risco nos mercados.
Segundo o orçamento preliminar apresentado pelo Ministério de Finanças e aprovado pelo gabinete do governo, as contas do governo serão negativas em 8,5% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, inferior aos 7,8% projetados anteriormente.
A instabilidade da divisa que chegou a cair nesta segunda-feira (3) e a melhora do humor externo, foram causados pelos indicadores norte-americanos, cujos gastos com construção civil do mês de agosto, mensurados pelo Construction Spending, subiram 1,4%, enquanto o mercado projetava queda de 0,5% para o mês. O nível de atividade industrial do país, medido pelo ISM Index, também foi melhor do que o esperado para o mês de setembro, ao registrar 51,6 pontos.
Indicadores domésticos
Na agenda desta segunda-feira (3), os investidores acompanharam no cenário doméstico a divulgação da FGV (Fundação Getúlio Vargas) do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que apontou inflação de 0,50% em setembro.
O Banco Central divulgou ainda o relatório Focus, que compila a opinião de instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos, trouxe nova elevação para a projeção do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que passou de 0,49% para 0,50% na passagem semanal. Por fim, a balança comercial fechou o mês de setembro com superávit de US$ 3,074 bilhões.