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SÃO PAULO – A SLW Corretora alterou sua carteira recomendada para a semana e optou por substituir as ações de Hypermarcas (HYPE3) por Eletrobras (ELET6). De acordo com a SLW, a troca se deu em decorrência do expressivo recuo das ações da empresa de varejo, que amargou queda de 15,3% na última semana. Por sua vez, na semana passada, a carteira sugerida da SLW registrou desvalorização de 2,34%, enquanto o Ibovespa caiu 1,7%.
“O bom resultado do 1S11, que refletiu melhoria no desempenho operacional e financeiro da Eletrobras e, o elevado potencial de valorização, nos permite recomendar a compra das ações em bolsa aos níveis de preços atuais”, explica Pedro Galdi, estrategista chefe da corretora.
No mês de setembro as ações preferenciais da companhia subiram 1,6% contra uma queda de 7,4% do índice Bovespa. “Podemos atribuir esse bom desempenho ao reflexo positivo em parte pelos benefícios no resultado da empresa com a valorização do dólar, já que o caixa líquido está atrelado ao dólar pelos investimentos em Itaipu”, diz Galdi.
Segundo ele, a defasagem no preço das ações poderá continuar sendo corrigida no curto prazo. “Lembramos ainda que o preço atual das ações em bolsa também não reflete as expectativas favoráveis de aumento da rentabilidade no médio e longo prazo”, conclui.
| Empresa | Código | Preço-alvo | Upside* |
|---|---|---|---|
| Droga Raia | RAIA3 | R$ 33,98 | 37,57% |
| Telesp | TLPP4 | R$ 75,00 | 52,47% |
| Eletrobras | ELET6 | R$ 33,00 | 55,44% |
| Coelce | COCE5 | R$ 35,50 | 8,39% |
| Fer. Heringer | FHER3 | R$ 12,35 | 34,23% |
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*Potencial de valorização com base no fechamento de 3 de outubro |
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Cenário
Os mercados acionários mundiais operaram com forte volatilidade na última semana, mais uma vez refletindo as incertezas quanto à solução para a dívida grega. “No final de semana anterior, tivemos a reunião do G-20, que foi caracterizada pela pressão do FMI (Fundo Monetário Internacional) e EUA para que dirigentes dos países da Zona do Euro encontrassem saídas para a crise da dívida soberana da região”, lembra Pedro Galdi.
Para esta semana a volatilidade deve dar tom para os mercados acionários, que ficarão na expectativa de novidades sobre a situação das dívidas soberanas na zona do euro. “Uma solução definitiva ainda não aparece no radar e a perspectiva de crescimento para as economias desenvolvidas não é boa”, avalia o estrategista-chefe.
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Os mercados mundiais, exceto o norte americano, começam a semana em queda, refletindo o anúncio do governo da Grécia de que não conseguirá cumprir as metas estabelecidas para o déficit no ano. “Tal fato prejudica a liberação da nova parcela do pacote de ajuda concedido ao país”, conclui.