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Acentuando seus ganhos até os intantes finais do pregão, o Ibovespa fechou esta segunda-feira (10) com forte alta de 3,96%, seu maior avanço diário desde 9 de agosto deste ano, ficando aos 53.273 pontos – apenas 20 pontos abaixo da sua máxima do intraday. O giro financeiro foi de R$ 4,971 bilhões.
O benchmark da bolsa brasileira acompanhou o desempenho do mercado internacional, otimista com a evolução da crise fiscal na Zona do Euro, após a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, Nicolas Sarkozy se comprometerem, durante encontro no último final de semana entre os líderes, em entregar um plano com novas medidas para dar suporte aos bancos da Zona do Euro ainda no mês de outubro, antes da próxima reunião do G20.
Os investidores também mostraram-se animados com a aprovação do banco franco-belga Dexia pela nacionalização de seu braço bancário belga no varejo por € 4 bilhões, como parte do auxílio para a instituição financeira, o qual também inclui € 90 milhões em garantias de financiamento estatal.
Ainda por lá, é esperada para próxima terça-feira (11) a conclusão das negociações entre representantes da Troika e o governo grego para conclusão das negociações sobre a próxima parcela de empréstimo, no valor de € 8 bilhões.
Corte de ratings e de projeções
Contudo, o dia não foi apenas de boas notícias no mercado. Durante a manhã, a Fitch Ratings efetuou cortes na classificação de três comunidades autônomas, uma província e três cidades espanholas.
A agência de classificação de risco também apresentou um relatório de projeções econômicas para os próximos anos, reduzindo suas estimativas de crescimento para a economia global e também para importantes centros econômicos do mundo, como Japão e EUA.
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Destaques do pregão
Na ponta positiva, destaque para as ações da Marfrig, que lideraram os ganhos da sessão ao registrarem alta de 11,11%, cotadas a R$ 7,00.
Com apenas duas ações de empresas que fazem parte da carteira teórica do Ibovespa terminaram o pregão na ponta negativa, com destaque para as ações da TIM, que seguraram a lanterna do índice.
Agenda
No Brasil, as estimativas anuais levantadas pelo Boletim Focus mantiveram a Selic em 11% neste ano, enquanto para o PIB passaram de 3,51% para 3,50%. Já a balança comercial da primeira semana de outubro registrou superávit de US$ 572 milhões, segundo dados divulgados pelo MDIC.
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Ainda por aqui, a FGV reportou que o IGP-M variou 0,45% na primeira medição de outubro, além de que o IPC-S da primeira semana deste mês marcou taxa positiva de 0,50%.
Dólar
O dólar comercial registrou sua quinta queda seguida nesta sessão, desta vez de 0,40%, terminando cotado a R$ 1,764 na venda. É a maior sequência de desvalorizações da moeda norte-americana desde julho deste ano, quando ela caiu por seis dias seguidos entre os dias 19 e 26. Nessas últimas cinco sessões, a divisa acumula uma depreciação de 6,77%.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos de juros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,49%, 0,05 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com queda de 0,08% em relação ao fechamento anterior, a 131,57% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou estável, aos 254 pontos.