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SÃO PAULO – O principal indicador do risco-País registrou alta de 4 pontos-base nesta quinta-feira (13), atingindo 228 pontos. A Europa permaneceu no radar nesta data, com o Parlamento da Eslováquia aprovou a ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), elevando as perspectivas positivas em relação a solução da crise que atinge o continente.
O cenário europeu ainda preocupa os investidores, que mantiveram cautela com o alerta do BCE (Banco Central Europeu), ao informar que o envolvimento forçado do setor privado em planos de resgate de países do euro seria um risco para a estabilidade financeira, com efeitos negativos para o setor bancário.
A crise apertou o desempenho da economia alemã que deve desacelerar para 0,8% no próximo ano de 2,9% em 2011, de acordo com um relatório bianual do grupo Ifo. Os bancos do país estão se preparando para assumirem perdas de até 60% sobre suas exposições aos títulos da dívida grega, segundos fontes citadas pela Bloomberg.
Corte no rating dos bancos
Ainda sobre os bancos do velho continente, a Fitch Ratings anunciou o corte na nota de longo prazo das instituições britânicas Lloyds Banking Group e Royal Bank of Scotland, passando de AA- para A.
Além disso, no final desta tarde, assim como a Standard & Poor’s, a Fitch cortou o rating de longo prazo para seis instituições financeiras da Espanha, todos com perspectiva negativa. Adicionalmente, a Fitch reduziu a nota do banco suiço UBS, com perspectiva estável.
Números positivos na agenda norte-americana
Por sua vez, os dados da agenda dos Estados Unidos vieram positivos, com o número de pedidos de auxílio-desemprego levemente melhor do que as expectativas do mercado, enquanto o déficit na balança comercial norte-americana ficou estável em US$ 45,6 bilhões em agosto. Ainda por lá, os estoques de petróleo avançaram em 0,4% no período de 3 a 7 de outubro.
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Front interno
Na agenda doméstica, os investidores estiveram atentos para a divulgação do IBC-Br (Índice Mensal de Atividade do BC), registrando 146,39 pontos em agosto, 1,23% a mais do que no mês anterior, na comparação sem ajuste sazonal. Por sua vez, o fluxo cambial de outubro, registrou saldo positivo de US$ 3,458 bilhões.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,01% na noite desta quinta-feira, cotado a 131,94 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, os índices ficaram sem destaque.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 228 pontos base,mantendo-se estável em relação ao fechamento anterior.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.