Barclays inicia cobertura da TIM com recomendação overweight

Preferência do banco inglês é pela Telefónica Brasil, mas TIM é uma importante opção de investimento e está a frente da Oi e Claro

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SÃO PAULO – O Barclays iniciou a cobertura da TIM (TCSL4) com recomendação overweight (desempenho acima da média do mercado) para suas ações. A companhia está em uma boa posição no segmento wireless da indústria brasileira, atrás apenas da Telefônica Brasil (TEFC11), sendo uma boa opção para investimento no setor de telecomunicações do País.

Segundo os analistas Vera Rossi, Felipe Pereira e Gilberto Garcia, o desempenho da companhia mudou significantemente nos últimos dois anos, retomando sua receita e o crescimento no número de assinantes, bem como o aumento nos ganhos. A alteração foi impulsionada pelos novos preços dos planos, especialmente no segmento de longa distância. 

A preferência do Barclays no setor é pelos papéis da Telefônica Brasil, mas os ativos da TIM também são uma boa opção em telecomunicações, segundo os analistas.

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Aumento de market share, queda de receitas
A companhia está retomando gradativamente o market share perdido entre 2006 e 2007. A TIM detém 25% da fatia de mercado, acima dos 23% registrados em 2009, antes da mudança na sua estratégia. A receita continua em 23%, mais baixa do que os 26% apresentados em 2007 e dos 27% marcados em 2008.

A TIM está investindo para melhorar a qualidade de sua rede e para fazer aquisições, mas a Telefónica possui qualidade superior nos serviços, o que atrai mais clientes finais. A Telefônica Brasil ainda lidera os ganhos com negócios de wireless.

TIM está a frente a Claro e Oi
“A TIM ainda está atrasada em termos de receita, se comparada com a Telefônica, mas está a frente de outros competidores, como a América Móvil e a Oi (BRTO4)”, diz o trio de analistas.

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A companhia continua investindo em sua rede, principalmente na expansão de sua cobertura 3G. O tráfego aumentou mais de 2,7 vezes e a receita da companhia avançou 24% se comparados com o início de 2009.