Semana pode ser de volatilidade ante Copom e dados nos EUA e China

PIB no país oriental poderá indicar mais desaceleração econômica, enquanto mercados aguardam por plano de combate à crise

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SÃO PAULO – A semana que se inicia nesta segunda-feira (17) tem seu foco voltado já para o final dela, uma vez que o Conselho Europeu se reunirá no domingo para debater a crise na região e formular uma posição conjunta para o encontro dos chefes de estado do G-20 em 3 e 4 de novembro.

No entanto, enquanto os ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20 alimentaram a expectativa de um plano concreto no próximo final de semana ao pedir que se chegue rapidamente a uma solução para frear a crise, um porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel e o ministro de finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble, revelaram que uma solução definitiva não será encontrada no domingo.

Contudo, sinalizações positivas podem impulsionar os mercados acionários. “Em um momento em que grandes gestores de recursos estão altamente líquidos, uma melhora do ambiente econômico internacional, mesmo que relativa, poderá desencadear um movimento de rali das ações”, escreve Paulo Esteves, da Gradual Investimentos.

Tais indicadores podem surgir com os dados econômicos a serem publicados nos EUA e na China, indica a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. No cenário norte-americano, atenção para a publicação do Livro Bege na quarta-feira, mesmo dia no qual será revelada a inflação ao consumidor.

Os primeiros dados divulgados por lá, referentes à produção industrial e à capacidade instalada, vieram em linha com as projeções de analistas.

China em desaceleração
Já no país oriental, a expectativa fica por conta de terça-feira, data na qual será revelado o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, bem como a produção industrial e as vendas no varejo de setembro.

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“Um desaquecimento já está contratado, a questão a observar é o seu ritmo. Uma desaceleração rápida aprofundará as preocupações com seus impactos sobre a economia global, com riscos de agravamento da já complicada situação nos demais pólos de crescimento mundial, além da delicada estabilidade política interna”, alerta a equipe da Rosenberg Consultores Associados.

“Em suma, com mais uma semana repleta de dados e eventos importantes para o direcionamento dos mercados no curto prazo, mesmo com a perspectiva de um cenário mais ameno, a volatilidade deve continuar a marcar o período nos mercados financeiros globais”, complementa Tavares.

Copom deve cortar juro
Em meio a esse cenário externo turbulento, os investidores também deverão prestar atenção no cenário doméstico, uma vez que o Copom (Comitê de Política Monetária) se reunirá na próxima terça e quarta-feira, quando revelará a decisão sobre a taxa básica de juro.

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“Esperamos mais um corte na taxa básica de juros (Selic) em 50 pontos percentuais, para 11,50% a.a. nesta próxima reunião do Copom, devido ao cenário internacional que segue bastante nebuloso”, escreve a equipe do Santander.