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SÃO PAULO – Em queda desde o início do pregão, o Ibovespa apresenta baixa de 2,06% no início da tarde desta segunda-feira (17) e atinge 53.898 pontos, com volume financeiro de R$ 3,46 bilhões às 13h02.
O principal índice da bolsa brasileira segue trajetória semelhante à observada nas principais bolsas internacionais, tendo Wall Street como principal referência, uma vez que o peso da agenda externa se sobrepõe às fracas referências locais desta sessão.
Em linhas gerais, o mercado repercute certa decepção com os resultados de bancos norte-americanos, especialmente do Wells Fargo, bem como com indicadores do setor industrial. Consequentemente, os principais índices de ações recuam com intensidade, pressionados em contexto mais amplo pelo nervosismo global e a persistente crise fiscal na Zona do Euro.
Em certa medida o Ibovespa sobre um ajuste também após o melhor desempenho semanal do índice desde maio de 2009 no período entre 10 e 14 de outubro, quando acumulou alta de 7,39%.
Altas e baixas
O principal destaque negativo fica com as ações da antiga Brasil Ecodiesel, V-Agro (VAGR3), que registram desvalorização de 4,76% e são cotadas a R$ 0,60. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -40,00%.
Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis da Hering (HGTX3), que são cotados a R$ 32,55 e apresentam alta de 2,20%. As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Bolsas internacionais
Nos EUA, os principais índices de ações recuam cerca de 1,2% até o momento. Por lá, destaque negativo para o setor bancário, com forte queda das ações do Wells Fargo (-5,47%), que reportou lucro líquido aquém do esperado no último trimestre, refletindo em pressão também sobre os papéis de Bank of America (-1,29%), JPMorgan Chase (-1,88%) e Morgan Stanley (-0,46%). A exceção fica por conta do Citigroup, que vê suas ações avançarem 1,62% após resultado melhor que o esperado.
O setor industrial também dá sua contribuição para a trajetória negativa em Wall Street, com decepções após a divulgação de indicadores de atividade industrial e capacidade utilizada.
Enquanto isso na Europa, os principais índices de ações caminham para fechamento com perdas próximas a 1,8%, enquanto investidores seguem especulando sobre os próximos capítulos da crise na região, uma vez que na próxima semana deverá ser apresentado o tão comentado “pacote abrangente” de reestruturação fiscal do bloco.
Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam em baixa nesta segunda-feira, com o mercado de olho na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que tem início na próxima terça-feira, sendo que na quarta-feira, se definirá os rumos da política monetária, com o valor da taxa básica de juro.
Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7495 na compra e R$ 1,7510 na venda, forte alta de 1,21% em relação ao fechamento anterior.