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O Ibovespa quebrou sua sequência de quatro altas nesta segunda-feira (17) ao registrar queda de 2,02%, terminando a sessão aos 53.911 pontos. O principal benchmark da bolsa nacional refletiu o aumento de aversão ao risco no exterior, pressionado pela crise na Europa, o que levou os principais índices acionários mundiais a recuarem na sessão. O giro financeiro foi de R$ 8,35 bilhões, bastante acima da média por conta do vencimento de opções sobre ações na BM&F Bovespa.
A principal referência foi a declaração de um porta voz da chanceler Angela Merkel, que assinalou que é um sonho conseguir edificar um pacote de ajuda até segunda-feira e que esta missão não poderá ser cumprida.
O porta voz fez referência ao pedido, deste final de semana, dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais das nações do G-20 para que seja apresentado no próximo domingo um plano concreto de combate à crise, quando ocorrerá o encontro do Conselho Europeu. Os países presentes na reunião estudam identificar um total de 50 bancos com importância sistêmica para a economia mundial com necessidade de reforço de capitais, a modo de obriga-los a se fortalecerem.
Destaques
Entre as maiores quedas, destaque para a blue chip Vale que viu sua ação de maior liquidez, a VALE5, registrar queda de 3,51%, terminando aos R$ 38,74, após ter chegado cair 4,23% no intraday, refletindo um possível reajuste de preços no minério de ferro. A maior queda, porém, foi registrada pela Vanguarda Agro, que desabou 6,35%, fechando aos R$ 0,59.
Já na ponta positiva, foram as empresas de telecomunicações que lideraram os ganhos. Destaque para o Grupo Oi que registraram as três maiores altas do índice, seguidas logo atrás pela Telefônica Brasil. A Hering também se destacou ao avançar 2,35%, aos R$ 32,60, em reflexo da prévia operacional de seu resultado no terceiro trimestre.
Agenda
Por aqui, uma das principais referências foi a divulgação do Relatório Focus pelo Banco Central, que mostrou redução de quase todas as projeções, inclusive no PIB para fim do ano. Outro dado que influenciou nesta sessão foi a balança comercial, que atingiu um superávit de US$ 304 milhões na 2ª semana de outubro, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento.
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Na agenda doméstica desta segunda-feira, a FGV divulgou o IPC-S que na segunda quadrisssemana de outubro marcou inflação de 0,39%.
Já nos Estados Unidos, os investidores acompanharam apenas os dados do setor industrial, com a produção marcando alta de 0,2% em setembro, resultado em linha com as projeções do mercado. Já a capacidade industrial utilizada atingiu 77,4%, também em linha com as expectativas.
Dólar
O dólar comercial fechou a sessão com alta de 2,40%, cotado a R$ 1,7715 na venda, quebrando uma sequência de oito quedas consecutivas, quando acumulou perdas de 8,56% nesse período. A moeda foi pressionada não apenas pela aversão ao risco, mas como também pelo movimento corretivo.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,55%, estável em relação ao fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,37% em relação ao fechamento anterior, a 131,54% do valor de face.
Já o indicador de risco-País fechou em alta de 11 pontos-base, aos 231 pontos.