Documento do Fed traz cautela e risco-País registra alta de um ponto base

Livro Bege aponta crescimento modesto na economia dos EUA; Copom reduz Selic para 11,50% ao ano no final do dia

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou em alta de um ponto base nesta quarta-feira (19), atingindo 230 pontos. O mercado esteve atento às possíveis soluções para amenizar a crise da dívida na Zona do Euro e o viés negativo reportado no Livro Bege do Federal Reserve. De acordo com o documento divulgado pelo Fed, a economia norte-americana continua em expansão, embora em um ritmo “modesto” em alguns dos 12 distritos analisados. 

Ainda neste dia é aguardada a reunião entre os líderes europeus em Frankfurt, onde irão discutir possíveis medidas para amenizar a crise na região, como o provável aumento do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira).

Front doméstico 
Por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 50 pontos base, para 11,50% ao ano, em linha com o consenso de mercado. A medida deve repercutir na próxima sessão. No mais, o investidor também repercutiu a divulgação do fluxo cambial acumulado de outubro até a última sexta-feira (14), registrando saldo positivo de US$ 3,403 bilhões. 

Agenda norte-americana
Nos Estados Unidos, destaque para a divulgação do CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, que registrou inflação de 0,3% em setembro, em linha com o esperado pelo mercado.

Por sua vez, os dados do setor imobiliário apontaram sinais mistos. O Housing Starts registrou 658 mil casas no resultado anualizado de setembro, superando os 595 mil imóveis esperados. Enquanto isso, o Building Permits reportou queda nas permissões para construção civil em relação a agosto, computando 594 mil autorizações para a construção de imóveis.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,02% na noite desta quarta-feira, cotado a 131,45 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 15, que mostra baixa de 0,13%.

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 230 pontos base,mantendo-se estável em relação ao fechamento anterior. 230 pontos base em relação ao último fechamento.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.