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SÃO PAULO – A última versão do relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (24), está em linha com as expectativas das corretoras e bancos. Um dos índices bastante analisado, destaque para as projeções do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano que voltaram para o centro da meta, de 6,52% para 6,50%.
Segundo a Concórdia, as revisões do indicador devem continuar seguindo esta tendência de queda nas próximas pesquisas. “A inflação está passando por uma acomodação em outubro, mas ainda assim o IPCA acumulado em doze meses permanecerá acima do centro da meta”, disse o analista Flavio Combat.
Com a mesma perspectiva, a Gradual Investimentos aponta que as pressões inflacionistas para 2012 advém do mercado de trabalho que indica sinais claros de estar acima do pleno emprego em diversos setores, resultado expresso no reajuste acima da inflação em alguns setores. Assim, a LCA Consultores destacou que “a dinâmica da inflação sugere que o Banco Central ainda continuará enfrentando bastante ceticismo em relação à aposta de convergência da inflação para o centra da meta em 2012”.
Nesta linha, a Gradual ainda avaliou as medidas adotadas pelo Banco Central vem sinalizando que no ano seguinte “o crescimento será necessariamente mais modesto e isto se traduzirá em vários canais, até no canal do emprego e consequentemente da demanda agregada”. Com isso, o relatório revelou um novo corte no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 3,42% para 3,30% em 2011.
Para os consultores da LCA, esse movimento de baixa nas expectativas de crescimento deverá se sustentar nas próximas semanas, a julgar pelo desempenho corrente da atividade econômica. Essa previsão também está em linha com a avaliação da Concórdia, que projetou um avanço do PIB de 3% em 2011 e de 3,40% em 2012. Já o HSBC manteve uma postura mais otimista, estipulando um crescimento de 3,5% este ano e 4% em 2012.
Expectativas para a Selic em 2011 e 2012
A LCA e Concórdia estimam que o BC seguirá promovendo cortes da taxa de juros até atingir o patamar de 10% em 2012. Segundo a consultora, a redução da Selic é consequência do contexto de crescimento doméstico abaixo do potencial e lenta desaceleração da inflação.
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Por fim, Combat complementa que “além da trajetória do cenário externo, o esforço fiscal pretendido pelo governo será a peça chave que determinará o sucesso ou o fracasso da política monetária mais frouxa conduzida pelo BC”.