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SÃO PAULO – A Cemig (CMIG4) e a Light (LIGT3) comunicaram oficialmente o mercado nesta quarta-feira (26) sobre a compra de uma participação de 9,77% do capital social da Norte Energia, responsável pela construção e operação da usina de Belo Monte, por R$ 118,69 milhões.
Na véspera, rumores sobre a operação fizeram as ações da mineira descerem 3,00% ao fim do pregão, enquanto as da carioca avançaram 0,74%. Analistas afirmam que o mercado vê a entrada no empreendimento como uma pressão vinda da empreiteira Andrade Gutierrez, que detém 33% de participação na Cemig.
Detalhes do negócio
A aquisição será feita através da Amazônia Energia, controlada pelas duas elétricas. A Light detém 51% dos papéis ordinários da empresa, enquanto a Cemig possui 49%, além de todas as ações preferenciais. O valor pago se refere ao reembolso do valor pedido pelos vendedores, corrigido pela inflação oficial até 26 de outubro.
Belo Monte terá uma capacidade instalada de 11.233 megawatts, com energia assegurada de 4.571 MW médios. O início das operações está previsto para fevereiro de 2015, e o prazo de concessão da planta é de 35 anos. Segundo as duas empresas, o negócio trará 818 MW ao parque gerador da Cemig, aumentando sua fatia de mercado no segmento de 7% para 8%. Já a Light ganhará 280 MW.
Objetivos das elétricas
Segundo a elétrica mineira, o principal objetivo da aquisição é alcançar 20% de participação em geração de energia no Brasil, como está previsto em seu Plano Diretor. Sua controlada vê no consórcio uma possibilidade de aumentar o peso do segmento em seu resultado consolidado.
Entre os riscos da hidrelétrica, está o impasse causado pelos povoados que vivem em torno do Rio Xingu, no Pará, onde o empreendimento está sendo levantado. Questões sociais e ambientais vem tornando o ativo um problema, tanto que a fatia comprada por Cemig e Light pertencia a oito construtoras, que saíram do negócio. Permanece, porém, a Andrade Gutierrez, da energética de Minas Gerais.
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Segundo o comunicado conjunto, porém, os principais riscos relativos ao projeto têm “mitigantes consideráveis”. Além disso, as companhias acreditam que os custos ambientais já estão definidos. O texto também ressalta que “Belo Monte é a maior usina atualmente em construção em todo o mundo” para justificar a operação.