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SÃO PAULO – Em setembro, o resultado primário do Governo Central, que inclui o Banco Central, o Tesouro Nacional e a Previdência Social, foi superavitário em R$ 5,4 bilhões, contra superávit de R$ 2,5 bilhões apontado em agosto. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O Tesouro Nacional contribuiu para o desempenho do mês com superávit de R$ 14,8 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) e o Banco Central apresentaram déficits de R$ 9,4 bilhões e R$ 68,2 milhões, respectivamente. No acumulado de janeiro a setembro, o superávit foi de R$ 75,2 bilhões, superior em R$ 19,5 bilhões ao apurado no mesmo período de 2010.
Por sua vez, a receita bruta do Tesouro Nacional apresentou aumento de 5,8% relativamente ao mês anterior ao apontar R$ 59,9 bilhões em setembro. Já as receitas de impostos federais totalizaram R$ 25,4 bilhões e as de contribuições R$ 22,8 bilhões, apresentando em seu conjunto queda de R$ 303,9 milhões em relação aos valores apresentados em agosto.
Segundo o documento, as demais receitas do Tesouro Nacional, contudo, apresentaram aumento de R$ 3,6 bilhões, influenciadas pelo aumento de R$ 3,7 bilhões na arrecadadção de dividendos.
Dívida
No mês de setembro, a Dívida Interna Líquida do Tesouro Nacional totalizou R$ 845,3 bilhões, o equivalente a 21,2% do PIB (Produto Interno Bruto). A variação de R$ 2,5 bilhões, em relação ao mês anterior, explica-se pelo aumento de R$ 43,4 bilhões no estoque da dívida interna bruta, compensado pelo aumento dos haveres internos no valor de R$ 45,8 bilhões.
Já a Dívida Externa Líquida do Tesouro Nacional em setembro totalizou R$ 84,3 bilhões, contra R$ 75,0 bilhões, em agosto. Houve aumento de R$ 9,3 bilhões em termos nominais e em 0,2 p.p. do PIB. Essa variação reflete a variação cambial no montante de R$ 10,3 bilhões, a apropriação de juros no valor de R$ 753,0 milhões e o resgate líquido de R$ 1,6 bilhão.
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Outros
Ainda segundo o documento, houve elevação de R$ 23,1 bilhões (23,2%) nas transferências a Estados e Municípios de janeiro a setembro de 2011 em relação ao mesmo período de 2010.
As despesas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) cresceram R$ 3,7 bilhões (25,9%) em 2011, em comparação com o mesmo período de 2010. O déficit da Previdência Social reduziu-se em R$ 4,9 bilhões (12,3%) relativamente ao período de janeiro a setembro de 2010, atingindo o equivalente a 1,17% do PIB, frente um déficit equivalente a 1,48% do PIB em igual período de 2010.