Publicidade
SÃO PAULO – Após abertura em baixa, o Ibovespa virou e agora apresenta alta de 0,52% no início da tarde desta sexta-feira (28) com 59.579 pontos e volume financeiro de R$ 1,94 bilhão às 13h00.
Em suma, a bolsa brasileira assume instabilidade semelhante à observada nos principais mercados internacionais, no caso EUA e, principalmente Europa.
Após forte alta acumulada na véspera, quando o mercado celebrava a apresentação do aguardado plano abrangente de reformas na Zona do Euro, os ânimos se acalmam e investidores realizam seus ganhos em meio a projeções sobre os próximos capítulos da crise no velho continente.
A expectativa é de que daqui para frente se perceba uma maior harmonia entre os líderes europeus e a compreensão da gravidade da situação, uma vez que é notório que as medidas anunciadas na noite da última quarta-feira terão de ser apenas o início de uma série de atitudes para solucionar os vícios da região. Está prometido para dezembro o anúncio de medidas de cunho estrutural para integrar mais as economias do bloco, principalmente suas políticas fiscais.
Altas e baixas
O principal destaque positivo fica com as ações da Cia Hering (HGTX3), que registram valorização de 4,07% e são cotadas a R$ 38,40. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 44,29%.
Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis da Lojas Renner (LREN3), que são cotados a R$ 53,37 e apresentam forte baixa de 6,53%.
Continua depois da publicidade
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
|
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
|
|
Bolsas internacionais
Nos EUA, os principais índices de ações operam próximos à estabilidade após terem permanecido em queda mais acentuada desde a abertura. Por lá, o mercado repercute também certo desapontamento com indicadores de renda do trabalhador no mês de setembro.
Enquanto isso, as bolsas europeias caminham para fechamento da mesma forma com que abriram, sem sinal definido. Por lá, os principais índices variam entre alta de 0,35% do SMI, de Zurique, e queda de 0,83%, do IBEX 35, de Madrid.
Juros e câmbio
Após a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizar a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, que reduziu na semana passada a taxa básica de juro em 50 pontos base, para 11,50% ao ano, as taxas dos principais contratos de juros futuros operam sem tendência definida no curto prazo e com viés de alta nos contratos mais longos na BM&F nesta sexta-feira.
Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6894 na compra e R$ 1,6900 na venda, forte baixa de 1,11% em relação ao fechamento anterior.