Resumo Diário

..

Publicidade

Após o forte desempenho na semana anterior, o Ibovespa voltou para o campo negativo nesta segunda-feira (31), terminando o dia das bruxas com queda de 1,97%, aos 58.338 pontos. Dessa forma, o índice terminou o mês de outubro com alta de 11,49%, o seu melhor desempenho mensal desde maio de 2009, quando avançou 12,49%. O giro financeiro da sessão foi de R$ 6,028 bilhões.

Essa queda de desempenho do índice é reflexo da substituição do forte otimismo da semana passada por cautela, após o ministro de finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmar nesta segunda-feira em entrevista ao Jornal Der Spiegel que muito ainda precisa ser feito para combater os efeitos adversos na economia e nos mercados financeiros. Segundo o político, o principal temor recai sobre a Itália, a qual necessita implantar reformas imediatamente.

Além disso, o Japão voltou a intervir em sua moeda, com o intuíto de enfraquece-la frente ao dólar e estimular a economia interna do país. A forte valorização do iene frente ao dólar desde o começo de 2008, que ultrapassa a casa dos 45%, tem causado preocupações na autoridade no país, que acredita que isso deverá fazer com que as empresas japonesas parem de produzir internamente. 

Resultados
A temporada de resultados continua forte no Brasil, e pela manhã foi a vez da Klabin de divulgar um prejuízo de R$ 243 milhões no terceiro trimestre. Contudo, o forte desempenho operacional da empresa de papel e celulose agradou e o papel registrou alta de 1,44%, terminando aos R$ 6,32, uma das poucas valorizações do Ibovespa. Outras empresas também deverão divulgar seus resultados nesta sessão, após o fechamento do mercado, como a TIM e a Souza Cruz.

Destaques de ações
Na ponta negativa da bolsa estiveram as ações da Hypermarcas, que recuaram 6,76% aos R$ 9,24 e foram seguidas pela MRV Engenharia, que desvalorizou-se em 6,06% aos R$ 12,10.Na ponta positiva, destaque para a Sabesp, que avançou 2,82% aos R$ 47,10, a maior das 13 altas entre as ações que compõem o Ibovespa.

Agenda
Na agenda desta sessão, os investidores acompanharam a nota de política fiscal, que apontou que o setor público brasileiro teve superávit primário de R$ 8,1 bilhões durante o mês de setembro. Ademais, o Banco Central também divulgou o Relatório Focus, que manteve estáveis as principais expectativas para os indicadores econômicos, como o PIB e o IPCA.

Continua depois da publicidade

Ainda por aqui, a FGV divulgou a sondagem industrial de setembro, apontando que a confiança da indústria registrou nova queda, de 0,4%, entre setembro e outubro de 2011.

Já nos Estados Unidos, foi divulgado o Chicado PMI, que atingiu 58,4 pontos, inferior às projeções do mercado, que apontavam para 58,9 pontos.

Dólar
Ganhando forças no transcorrer do dia, o dólar comercial fechou a segunda-feira com alta de 1,11%, cotado a R$ 1,7031. Contudo, mesmo com essa valorização, a moeda norte-americana terminou outubro com queda de 9,48%, sua maior depreciação mensal desde maio de 2009, quando ela caiu 9,52%. 

Continua depois da publicidade

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,29%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com alta de 0,21% em relação ao fechamento anterior, a 132,36% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 20 pontos-base, aos 225 pontos.