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SÃO PAULO – O alto preço do combustível, um dos maiores responsáveis pelo índice de inflação ter superado a meta estabelecida pelo Governo no ano passado, vem motivando o consumidor a converter para GNV (gás natural veicular) seu carro movido a álcool e à gasolina.
Segundo Antonio José Teixeira Mendes, coordenador técnico da ABGNV (Associação Brasileira do Gás Natural Veicular) e dono de lojas para a conversão de carros para GNV, no passado, a maior parte dos consumidores que convertiam seu carro era composta por taxistas. Hoje, somente em sua principal loja, uma média de 50 proprietários de veículos por dia promove este tipo de mudança.
Mais de 1 milhão de carros movidos a GNV
Todos os meses, segundo a ABGNV, 5 mil carros são convertidos em oficinas paulistas. Só no Estado de São Paulo, há 260 mil veículos movidos a GNV atualmente, enquanto no Brasil são cerca de 1,050 milhão de carros, garante a associação.
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De acordo com Richard Nicolas de Jardin, gerente de vendas de gás veicular da Comgás (que no mês passado lançou sua primeira campanha de mídia para divulgar os benefícios do carro a gás), quando a diferença entre os preços cresce, o interesse do consumidor pelo GNV aumenta.
Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), enquanto o litro da gasolina custa em média R$ 2,362 na capital paulista e o do álcool (que já chegou a custar R$ 0,70) vale em torno de R$ 1,448, o metro cúbico do GNV é vendido a R$ 1,062.
Um problema para quem já pensa em converter seu veículo é que o preço ainda é alto: algo em torno de R$ 3 mil. Mesmo os poucos modelos zero km que saem de fábrica com a opção tricombustível têm embutido este custo.
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Outra limitação para a popularização do GNV é a menor rede de postos de abastecimento, concentrada nas grandes cidades.
Porém, os custos podem valer a pena. De acordo com a campanha da Comgás, converter o automóvel para gás pode render uma redução nos gastos com combustível em até 70%, já que, além do preço menor, o GNV rende até 20% mais que a gasolina.
Outro bom incentivo ao consumidor é que ele também paga menos IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) com o GNV. Enquanto a alíquota para carros movidos a gás é de 3% do valor venal, os carros bicombustíveis e movidos à gasolina pagam 4%.
Incertezas
Mendes acredita que a instabilidade política na Bolívia pode afetar o preço do GNV no futuro. É que o novo presidente daquele País, Evo Morales, sinalizou que o gás fornecido pelos bolivianos poderá chegar ao Brasil mais caro.
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Estas declarações, contudo, não vêm preocupando os motoristas, que continuam convertendo seus veículos. Com informações da Agência Brasil.