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SÃO PAULO – Abastecer o carro com álcool está cada vez menos vantajoso em vários estados do Brasil, quando comparado ao uso da gasolina, segundo pesquisa do Cepea divulgada no final de dezembro – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq-USP (campus Piracicaba) – baseada em dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Álcool deve custar entre 60% e 70% da gasolina
De acordo com especialistas, o álcool deve custar no máximo entre 60% e 70% do valor cobrado pela gasolina. Acima disso, é mais vantajoso abastecer com gasolina, uma vez que o combustível rende mais.
No Rio Janeiro, por exemplo, o álcool já custa 67,8% do que é cobrado pela gasolina. No Mato Grosso e no Distrito Federal, esta relação está em 67%, enquanto na Bahia, o combustível tipicamente brasileiro vale 65,3% do que é cobrado pelo derivado do petróleo.
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Mas é no Rio Grande do Sul que abastecer o carro com álcool já não é um bom negócio. Por lá, o litro do álcool hidratado custava, no final de dezembro, cerca de R$ 2,104, ou 77,5% do valor da gasolina.
Em São Paulo ainda existe vantagem
Já em São Paulo, mesmo com a grande valorização do combustível, abastecer com álcool ainda vale a pena. A relação com o valor da gasolina está em 57,7%; o mesmo nível observado em dezembro de 2004.
“A perda de competitividade do álcool em vários estados pode inibir a demanda por este combustível”, alerta a Cepea, que ainda acredita em estabilização de preços em função da recente adição de corante ao álcool hidratado e da proximidade da entressafra, que deve garantir estoques justos.