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SÃO PAULO – Os consumidores devem receber a mesma redução no preço do álcool acertada na reunião da última quinta-feira (11) entre o governo e os usineiros.
“Isso é uma coisa automática. Os postos e as distribuidoras são meros repassadores de preço”, explicou o presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), Gil Siuffo.
Redução será de três centavos
Segundo o que foi acordado, os usineiros reduzirão o litro do álcool em três centavos, ficando em R$ 1,05.
Mas será somente na próxima semana que o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, realizará uma reunião com as distribuidoras para decidir o valor que será cobrado nos postos de combustível.
Para Siuffo, a redução estipulada no acordo não foi suficiente para conter o aumento do combustível. “A solução seria reduzir a demanda, porque está havendo uma procura maior do que a oferta, conseqüentemente o preço sobe”. O presidente sugere uma redução de 25% para 20% no que diz respeito à mistura do álcool na gasolina.
Essa medida ajudaria a minimizar os três principais responsáveis pelo aumento de preço. “Primeiro o governo aumentou a mistura, segundo a demanda cresceu em função do carro bicombustível e terceiro está havendo exportação de álcool”, enumera o presidente.
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