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SÃO PAULO – Companheiro essencial para quem circula sobre duas rodas, o capacete protege uma das partes mais nobres do corpo humano, a cabeça. Mas será que os condutores e vendedores o encaram como o melhor amigo do motociclista no trânsito?
Pelo jeito não. O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) visitou 44 estabelecimentos e apreendeu 53 capacetes que estavam sem o selo holográfico do Inmetro ou com o selo amarelo antigo, que não tem mais validade.
Multas podem chegar a R$ 50 mil
A fiscalização verificou 3.991 capacetes e gerou oito autos de infração com multas que podem chegar a R$ 50 mil, dobrando na reincidência. As empresas deverão apresentar ao Ipem-SP, em cinco dias úteis, o documento legal de origem desses capacetes, para que haja uma verificação em todos os produtos. No ano passado, 32 unidades foram apreendidas.
A certificação dos capacetes é obrigatória. Todos os itens, nacionais ou importados, devem receber o selo do Inmetro antes de chegar ao comércio. Este selo é a garantia que o consumidor tem de que o produto foi devidamente aprovado e que é seguro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 16 mil acidentes envolvendo motos na capital paulista ocorrem todo ano. O número de motoqueiros mortos chega a 360 e as principais causas dos óbitos são o excesso de velocidade, o consumo de álcool e a utilização incorreta do capacete.
Dicas para fazer um bom uso do capacete
Antes de comprar o equipamento, o motorista deve experimentar e verificar se o tamanho é adequado. O capacete não deve ficar nem folgado nem apertado. No caso de utilização de óculos de grau, ele deve permitir o uso de modo confortável.
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Deve ser verificado, também. se é possível atar e desatar, com facilidade, a correia do capacete (cinta jugular). O consumidor deve comprar apenas produtos que possuem o selo holográfico do Inmetro, que pode vir acompanhado do nome ou marca do Organismo Certificador de Produto (OCP) credenciado pelo Instituto.
A substituição do capacete em caso de acidente ou queda grave deve ser imediata, mesmo que não haja danos aparentes, pois a sua segurança pode estar comprometida.
É recomendável também que o usuário afixe no capacete um adesivo informando seu tipo sanguíneo, para o caso de acidentes. Além disso, o equipamento de segurança deve ser trocado regularmente, nunca permanecendo em uso por mais de cinco anos.