Reajuste dos planos de saúde não foi suficiente, aponta executivo do setor

Presidente da Unimed do Brasil afirma que o aumento deveria beirar os 16% para compensar inflação médica

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SÃO PAULO – O aumento nos valores dos planos de saúde deveria beirar os 16%. Esta afirmação é do presidente da Unimed do Brasil, Celso Barros, ao afirmar que o reajuste de 8,89%, anunciado na última sexta-feira (19), não será suficiente para compensar os aumentos de custos médico-hospitalares e com materiais de saúde, superiores a 20% nos últimos 12 meses.

“Cada operadora tem seus próprios números, decorrentes de suas atividades. Por isso, um índice igual para todas não reflete a realidade do mercado”, afirmou o presidente ao sugerir que a ANS (Agência Nacional de Saúde) utilize planilhas de custos de cada plano de saúde, e autorize os reajustes de acordo com esses números.

2005: reajuste de 11,69%

No ano passado, a variação desse índice chegou a 11,69%, e teria sido o começo da recomposição de preços, fundamental para a saúde financeira das empresas de planos de saúde, segundo Barros.