Publicidade
SÃO PAULO – Amenizando a forte alta relatada durante a manhã, quando chegou a subir mais de 1%, o dólar comercial segue tendência positiva na tarde desta quinta-feira (1), sendo cotado na venda a R$ 1,600 – apreciação de 0,47%. Já a Ptax, a taxa de câmbio média ponderada entre as cotações do dólar e o volume de operações ao longo do dia, encerrou a quarta-feira a R$ 1,5987.
A instabilidade vista no mercado externo em constraste ao bom momento visto no front doméstico por conta do corte de 50 pontos-base na Selic continuam repercutindo no rumo da divisa. Na noite anterior, o Copom (Comitê de Política Monetária) surpreendeu a todos ao reduzir a taxa de juros para 12,0% ao ano.
Isso faz com que a renda fixa brasileira fique menos atrativa aos olhos do investidor internacional, tendo em vista a diminuição do “spread” entre a taxa de juros aplicada aqui e das outras economias do planeta. Neste sentido, este mesmo corte na taxa de juros é a confirmação do BC de que a autoridade monetária aposta em uma piora do cenário externo nos próximos períodos.
Além dessa menor atratividade da renda fixa brasileira, é válido destacar que essa percepção de piora do cenário externo ajuda a elevar a aversão ao risco do investidor, dificultando a entrada de dólares na economia brasileira.
Indicadores internacionais
Corroborando com este cenário os indicadores externos se mostraram péssimos nesta quinta-feira. Nesta manhã, foi divulgado o índice de manufaturas da Zona do Euro, medido pelo PMI (Purchasing Managers Index), que terminou agosto em seu menor nível em um ano, a 49 pontos. Ainda no velho continente, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha no segundo trimestre, apontou desaceleração do crescimento de 0,1%, frente à expansão de 1,3% observada nos três primeiros meses do ano.
Nos EUA, a situação não é diferente. O Initial Claims registrou um total de 409 mil novos pedidos na semana até 27 de agosto, frente às projeções que giravam em torno de 407 mil solicitações. Já o Productivity & Costs, referente à produtividade da mão-de-obra da economia norte-americana, excluída a agropecuária, apontou queda no segundo trimestre, recuando 0,7%.
Continua depois da publicidade
Ainda na principal economia do mundo, o Construction Spending que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis, caiu 1,3% em julho. Contrastando ao restante dos dados econômicos apresentados, o ISM Index, responsável pela mensuração do nível de atividade industrial nos EUA, foi o único indicador que apontou resultado acima do esperado, atingindo 50,9 pontos.
Agenda doméstica
Além da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) anunciada na noite anterior, os investidores acompanharam a divulgação doIPC-S ( Índice de Preços ao Consumidor Semanal) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que apontou inflação de 0,40%. Já oIBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor) que registrou inflação de 0,07%.
Mais tarde, foi divulgado pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) o resultado da Balança Comercial de agosto, que registrou superávit de US$ 3,873 bilhões.