Robótica está no início de seu boom e o Japão pode ser considerado seu berço

Tradição em tecnologia e boa aceitação dos robôs por parte da população fazem do país um pioneiro nesta iminente área

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SÃO PAULO – Para especialistas, a robótica pode estar entrando em um estágio semelhante ao início do boom dos computadores, na década de 90, quando a informática deixou de ser de interesse exclusivo de “nerds” e passou a atrair o gosto popular.

Nesse sentido, pode-se dizer que seu berço tecnológico é o Japão. De tempos em tempos, pesquisadores do país anunciam um novo progresso na parte de criação ou no tocante à inteligência artificial.

Pioneirismo

Além de ser um país altamente avançado em pesquisas e tecnologia, parte desse pioneirismo pode ser atribuído à maneira como os japoneses se relacionam com os andróides.

Enquanto ocidentais os vêem com certa desconfiança, no Japão eles são bem quistos. As pessoas costumam dar nomes às suas máquinas, sejam pagers ou robôs, e criam laços afetivos com elas, reflexo da cultura ancestral, em que até objetos inanimados podem conter almas.

Boa aceitação

Isso explica também a fácil convivência desse povo com os andróides, que vêm se inserindo aos poucos no seu cotidiano, desempenhando papéis de auxílio, como os cuidadores de idosos e a robô recepcionista.

Para se ter uma idéia, o governo estuda a implementação de algumas regras para fabricantes da área, no sentido de garantir uma convivência segura entre humanos e robôs.

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Na esfera cultural, também é possível verificar esse quadro. Os desenhos animados (animes), são um exemplo. Os robôs neles retratados, feitos com as mais altas tecnologias, são amigos dos homens e têm valores morais como combater o mal e promover o bem.