Confiança do consumidor fica estável em junho, aponta FGV

Confiança do consumidor brasileiro variou pouco entre maio e junho, interrompendo seqüência de queda

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SÃO PAULO – A confiança do consumidor em relação à situação econômica do País ficou estável em junho em relação ao mês de maio. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado nesta quarta-feira (28).

A confiança do consumidor brasileiro caiu 0,09% entre maio e junho, passando de 101,1 para 101,0. Essa estabilidade interrompeu a seqüência de forte queda do índice, que já era notada desde fevereiro deste ano.

O resultado foi influenciado pelas expectativas presentes e futuras. O Índice de Expectativas baixou de 101,7 para 100,9 e o Índice da Situação Atual, composto por dois quesitos integrantes da pesquisa, subiu de 100,1 em maio para 101,2 este mês.

Expectativas

A avaliação dos consumidores em relação à situação econômica das cidades em que residem melhorou no sexto mês do ano: a parcela dos que afirmam que ela é boa caiu pouco (9,8% em maio para 9,4% em junho), enquanto as pessoas que consideram ruim variou dois pontos percentuais negativos (de 48,0% para 46,0%).

Em relação ao futuro, houve diminuição na parcela de pessoas que prevêem melhora da situação econômica local nos próximos seis meses. Em maio, 8,7% dos entrevistados previam comprar mais bens duráveis no período; em junho, esse nível caiu para 8,2%. Além disso, 34,8% dos consultados pretendem comprar menos nos próximo semestre, contra os 32,8% das pessoas que declararam o mesmo um mês antes.

Sobre a pesquisa

A Sondagem de Expectativas do Consumidor leva em consideração os seguintes quesitos: situação econômica do País, da família, orçamento doméstico, grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor.

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O levantamento foi realizado entre os dias 01 e 22 de junho, junto a dois mil domicílios em sete principais capitais brasileiras.