Em carteira arrojada, Ágora troca Vale por Cyrela para setembro

Inclusão eleva risco do portfólio da corretora, que leva em conta fortes projeções de retorno das ações

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SÃO PAULO – Para adicionar maior possibilidade de ganhos, a Ágora aumentou o risco de sua carteira arrojada, que traz empresas com possibilidade de crescimento e entrega de indicadores atrativos.

Para setembro, saem os papéis da Vale (VALE5) para dar lugar aos da Cyrela (CYRE3). A corretora avisa que a volatilidade desta seleção é, historicamente, maior do que a observada pelo Ibovespa. No mês anterior, por exemplo, o portfólio recuou 4,9%, contra queda de 4% do benchmark da bolsa brasileira.

Maior volatilidade
Com a adição da imobiliária, o beta da carteira sobe levemente, para aproximadamente 1,10. O índice mede a maior possibilidade de variação do preço dos ativos, em relação ao Ibovespa, que possui beta 1.

A inclusão reflete a aposta da corretora de que a redução da taxa básica de juros pode trazer ganhos para o setor. Na semana anterior, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic de 12,5% ao ano para 12%. Segundo a Ágora, o beta das ações da Cyrela aparece como o mais agressivo do mercado.

Os riscos envolvidos no investimento, no entanto, ficam com a possibilidade de desaquecimento da economia e da redução das projeções e efetivos lançamentos da empresa. O preço-alvo estimado é de R$ 26,40, trazendo um potencial teórico de valorização de 72,43% (em relação ao fechamento anterior), o maior do portfólio.

Confira as seleções da Ágora para a carteira arrojada de setembro:

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Empresa Código Preço-alvo* Upside**
Cielo CIEL3 R$ 57,60 36,97%
Cetip CTIP3 R$ 34,50 35,50%
Júlio Simões Logística JSLG3 R$ 16,00 65,46%
Cyrela CYRE3 R$ 26,40 72,43%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 33,00 19,47%

Redução dos riscos
Entre as escolhas mais conservadoras, está a dos papéis do Banco do Brasil (BBAS3). De acordo com o relatório, o risco, em relação ao retorno, se mostra “razoável”. Uma das razões para a escolha é o desconto nas ações da instituição em relação à concorrência doméstica – pelo menos 20% mais baratas.

Já os riscos da aplicação aparecem com a possibilidade de novas aquisições serem realizadas no exterior, além da necessidade de ajustes de capital caso a aversão se intensifique por causa do cenário do setor financeiro global. O preço-alvo definido é de R$ 33,00 – upside de 19,47%, o menor da carteira.