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SÃO PAULO – A despeito do recuo da taxa básica de juros em 50 pontos-base na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), para 12% ao ano, a política de contenção monetária e fiscal, além da degradação das economias internacionais continuam a atrapalhar o crescimento da economia brasileira. O HSBC revisou para baixo o PIB (Produto Interno Bruto) do País em 2011, estipulando um crescimento de 3,5%, contra a última projeção de 4,1%. Já em 2012, a economia doméstica deve avançar 4%, contra os 4,4% anteriores.
O crescimento econômico menor estimado para este ano, em parte está ligado aos reflexos do cenário de instabilidade externa, mas também à produção da indústria nacional, que teve uma desaceleração motivada principalmente pelo setor manufatureiro, segundo a equipe de análise do banco, chefiada pelo economista Andre Loes.
Novas projeções para a Selic
De acordo com Loes, após o corte da Selic, o banco projetou para o final deste ano uma taxa de juros de 11% e para o começo de 2012, de 10%. Além disso, devido aos reflexos das medidas adotadas pelo Banco Central, o HSBC prevê que a inflação termine 2011 com alta de 6,5%, e 5,7% para 2012.
A equipe de análise ainda projeta um cenário de incertezas para 2012, pois apesar do BC estar reagindo as adversidades do cenário global, o mercado continua instável, e é considerável o risco de que a inflação ultrapasse a meta para o ano. “De um lado temos a instabilidade econômica internacional que pode afetar a economia doméstica e, por outro, temos as políticas monetárias adotadas pelo Banco Central”, diz Loes.
Demanda cresce mais rápido que produção industrial
O banco reitera que o consumo da família brasileira cresceu 5,5% em 2011 e 1% na passagem mensal, contra a projeção de 4,4% neste ano e 0,5% sobre o mês anterior. Ao fazer uma comparação entre o crescimento da venda no varejo e a atividade industrial brasileira, as manufaturas estão perdendo a força, enquanto as vendas no varejo crescem em boas proporções.