Fecomercio: endividamento sobe e inadimplência cai na Grande SP

Enquanto em julho 52% das pessoas possuíam algum tipo de dívida, neste mês esse nível saltou para 55%

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SÃO PAULO – O número de consumidores paulistas endividados subiu no mês de agosto. Enquanto em julho 52% das pessoas possuíam algum tipo de dívida (em atraso ou não), neste mês esse índice saltou para 55%.

Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o índice era de 67%, foi registrado um recuo de 12 pontos percentuais.

Os números, divulgados nesta segunda-feira (21) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), fazem parte da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência

do Consumidor), realizada mensalmente na região metropolitana de São Paulo.

Com relação aos consumidores endividados com contas em atraso, o índice passou de 40% em julho para 37% em junho, uma queda de três pontos percentuais, o menor índice desde janeiro do ano passado (35%).

Comprometimento da renda

A quantidade de pessoas que não acreditam que conseguirão saldar suas dívidas subiu no período. Dos consultados, 32% acreditam que não conseguirão quitar seus compromissos em agosto, contra 30% dos entrevistados um mês antes.

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Já o comprometimento da renda dos consumidores endividados caiu um ponto percentual, passando de 40% em julho para 39% neste mês. Em relação ao prazo médio de endividamento, para 21% dos consumidores ele é inferior ou igual a três meses. Para cerca de 40%, de três meses a um ano e, para outros 36%, suas dívidas têm vencimento superior a um ano.

Perspectiva

Sobre a perspectiva de pagamento das dívidas não pagas em seu vencimento, 67% dos consumidores pretendem quitar parcial ou totalmente o montante. Um mês antes, este percentual era de 69%.

Para o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, a folga orçamentária proporcionada pela contratação de empréstimos consignados, com juros menores e prazos alongados, permitiu que os prazos para quitação das maiores dívidas fossem alongadas.

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“Como o crescimento da renda não acompanha o avanço do crédito, o risco futuro de inadimplência aumenta, principalmente entre os consumidores com menores rendimentos, que terão sua capacidade de pagamento ainda mais reduzida”, alerta o presidente.