Consumo: aumento da receita dos bancos depende das classes C, D e E

Das 96 milhões de pessoas economicamente ativas, 40 não possuem conta em banco, aponta o presidente do Banco Popular

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SÃO PAULO – Durante o seminário “Bancos de Varejo”, realizado pelo Institute for International Research, a importância das classes C, D e E para aumentar a receita das instituições financeiras foi ressaltada.

De acordo com o presidente do Banco Popular do Brasil, Robson Rocha, a população economicamente ativa soma aproximadamente 96 milhões de pessoas. “Desse tanto, cerca de 40 milhões não tem conta no banco. É um mercado a se explorar”, argumentou.

Pagamentos em dia

Segundo a consultora em programas de microcrédito, Claudia Forte, a população de baixa renda pode gerar mais oportunidades do que ameaças aos bancos. “O grande engano é confundir o cliente de baixa renda com cliente de baixo consumo”, afirma.

Além disso, a consultora garante que essas pessoas, apesar de pagarem pouco, costumam saldar suas dívidas em dia e reconhecem as empresas que as apóiam. “Os bancos devem enxergar que esse mercado não ficará no microcrédito para sempre”, completa.

Setor informal

Ainda de acordo com o presidente do Banco Popular do Brasil, segundo informações do portal Consumidor Moderno, o setor informal urbano conta com cerca de 10 milhões de estabelecimentos comerciais, emprega 13,9 bilhões de pessoas e movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano.

“Falamos de um mercado que até então não se conhecia, não tínhamos referências. Um dos maiores desafios é compreender o comportamento desta base da pirâmide”, completa Rocha.