Consumo de energia elétrica cresceu 3,5% no terceiro trimestre, aponta EPE

Considerando apenas o que foi consumido pelas residências de julho a setembro deste ano, o aumento é de 3,3%

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SÃO PAULO – A quantidade de eletricidade consumida pelos brasileiros no terceiro trimestre do ano atingiu a marca de 86.419 GWh, o que representa 3,5% de aumento frente ao consumo do mesmo período do ano passado (166.807 GWh).

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (16), foram coletados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e referem-se à somatória da energia consumida pelas classes residencial, industrial, comercial e outros.

Os dados do terceiro trimestre sobre o consumo de energia elétrica e o andamento da economia indicam uma estimativa de crescimento de 3,7% em todo o ano de 2006, em comparação com 2005.

Consumo residencial

Considerando apenas o que foi consumido pelas residências de julho a setembro deste ano (20.939 GWh), temos um aumento de 3,3% sobre a energia elétrica usada no mesmo período de 2005 (20.269 GWh).

Isso porque 2,1 milhões de novos consumidores foram incorporados aos sistemas de distribuição das concessionárias entre setembro de 2005 e 2006. Boa parte das novas ligações ocorreu por causa do Programa Luz para Todos, do Governo Federal.

Análise regional

Entre as regiões brasileiras, o Sudeste se destacou no mês de setembro: seus consumidores residenciais foram responsáveis pelo uso de 3.880 GWh, o que representa um aumento de 2,4% frente ao mesmo período do ano passado (3.788 GWh) e de 4,1% entre janeiro e setembro deste ano.

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A região Norte, por sua vez, teve acréscimo de 3% no total de eletricidade destinada às residências (392 GWh) em setembro de 2006, em relação ao mesmo mês do ano passado, e de 1,2% nos nove primeiros meses do ano. No Nordeste, o crescimento de consumo residencial foi de 5,5% na comparação anual e de 3,5% entre janeiro e setembro.

No Sul, o consumo residencial teve acréscimo de 0,7% entre setembro deste ano e 2005 e de 2,2% no acumulado do ano até setembro. Já no Centro-Oeste, a análise anual e do acumulado apresentaram crescimento de 5,4% e 3,2%, respectivamente.