Dieese: combustíveis impulsionam alta de 0,54% do ICV em São Paulo

Apesar do aumento, indicador registra elevação mais moderada no último mês de 2004 sobre novembro último (0,83%)

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SÃO PAULO – O Índice de Custo de Vida (ICV) para o município de São Paulo subiu 0,54% em dezembro, e fechou o ano com variação positiva acumulada de 7,70%.

Calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), o indicador registra elevação mais moderada no último mês de 2004, já que em novembro havia atingido o patamar de 0,83%.

Combustíveis são a principal causa

De uma maneira geral, o índice de dezembro foi pressionado pelo aumento dos preços dos grupos de Transporte (2,09%), Habitação (0,33%) e Alimentação (0,27%).

Somente os gastos com Transporte contribuíram com 0,33 ponto percentual para o ICV total (0,54%) de dezembro. Como o subgrupo de transporte coletivo apresentou variação zero no período, a única causa para a inflação da categoria foi o transporte individual, que registrou aumento de custos de 2,84%, em razão do reajuste do combustível (4,59%).

A Habitação foi outro grupo com peso considerável na soma do ICV, representando 0,08 ponto percentual do geral, a segunda maior influência. A elevação nos preços do segmento foi estimulada pelo custo do botijão de gás, que ficou 2,73% mais caro.

Alimentação também apresenta alta

Como o item Alimentação tem participação considerável na composição do ICV (26%), seu aumento de 0,27% foi o suficiente para lhe conceder o terceiro posto entre os grupos que mais influenciaram a alta do índice em dezembro. Sua contribuição foi de 0,07 ponto percentual. Para se ter uma idéia, o segmento de Equipamentos Domésticos subiu mais (0,47%), mas interferiu apenas 0,02 ponto percentual no total do ICV.

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Dentro da categoria de Alimentação, o maior encarecimento foi verificado nos produtos in natura e semi-elaborados (0,61%); logo atrás aparece o subgrupo de alimentação fora do domicílio (0,57%). Em contrapartida, a indústria da alimentação registrou pequena deflação no período, e seus produtos ficaram, em média, 0,22% mais baratos.