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SÃO PAULO – Apesar da queda de 5% no número de internautas residenciais em dezembro, causada pelo período de férias e festas de final de ano, a quantidade de pessoas que acessaram sites de comércio virtual atingiu a melhor marca histórica do Brasil.
Segundo a pesquisa mensal realizada pelo Ibope/NetRatings, do total de 10,9 milhões de internautas residenciais do último mês do ano, 5,6 milhões, ou 51,4% do geral, acessaram páginas de compra e venda na internet. Esta proporção é superior aos 45,3% verificados em dezembro de 2003, e coloca o Brasil na sexta posição no ranking mundial de varejo on-line, atrás da Alemanha, primeira colocada, Reino Unido, França, Japão e Estados Unidos.
Maior volume de vendas
Outra pesquisa já havia comprovado o sucesso do comércio virtual brasileiro no Natal de 2004. De acordo com o índice de Varejo Online (VOL), medido em conjunto pela e-Consulting e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a expansão do setor chegou a 42%, em comparação com igual período do ano anterior. Com um faturamento total de R$ 970,3 milhões em dezembro, o varejo on-line atingiu naquele mês 3,6% da receita geral do comércio brasileiro.
Mesmo com esta expansão acentuada, ainda há espaço para evolução do comércio virtual no País. Segundo o analista de internet do Ibope/NetRatings, Alexandre Magalhães, a taxa de visitas a sites de varejo pode chegar aos 60% do total de internautas, nível próximo ao verificado em países como Alemanha (64,7%) e Reino Unido (62,1%).
Prova do potencial de crescimento do varejo on-line brasileiro é o resultado de pesquisa realizada pelo Provar (Programa de Administração do Varejo), órgão vinculado à USP (Universidade de São Paulo). De acordo com o estudo, 75,9% dos internautas da cidade de São Paulo nunca compraram pela internet, nem tampouco têm intenção de fazê-lo. Apenas 12,3% dos entrevistados confirmaram já terem participado de comércio virtual, enquanto outros 11,8% ainda não compraram nada, mas pretendem mudar de hábito.