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SÃO PAULO – Milhares de consumidores do Estado de São Paulo vão pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta quinta-feira (03). Os índices de reajuste aplicados por cada concessionária foram divulgados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na última quarta-feira (02).
Ao todo, 9 concessionárias do interior do Estado praticarão ajustes em suas tarifas, além de uma no Paraná. O reajuste vai ser diferente para consumidores residenciais e industriais.
Convém destacar que a Aneel está gradualmente retirando subsídios das tarifas para grandes consumidores industriais e comerciais. Por isso os residenciais terão um percentual de correção menor.
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Aumento para residências
Para o consumidor residencial, a CLFSC (Companhia Luz e Força de Santa Cruz) vai efetuar o reajuste mais alto, de 17,9%. Em segundo lugar está a CLFM (Companhia Luz e Força de Mococa), com 16%; seguida pela CSPE (Companhia Sul Paulista de Energia), cujo aumento será de 15,41%.
Por sua vez, a CNEE (Companhia Nacional de Energia Elétrica) aumentará sua tarifa em 14,54%; a CPEE (Companhia Paulista de Energia Elétrica), em 11,6%; a EEPV (Empresa de Eletricidade Vale do Paranapanema), em 9,65%; Caiuá, em 8,02%; e, finalmente, a EEB (Empresa Elétrica Bragantina) aplicará um aumento de 6,53%. O menor percentual de reajuste é o da CFLO (Companhia Força e Luz), de 6,28%.
A CJE (Companhia Jaguari de Energia) vai reduzir o custo de sua tarifa em 9,09%. O cálculo foi realizado de forma incorreta em 2004 e em 2005 está sendo corrigido, conforme informou a Aneel. A redução no preço da tarifa é uma forma de fazer a devolução ao consumidor.
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Reajuste para indústrias
O maior aumento entre os consumidores industriais (acima de 2,3 kV) é o da CNEE (25,45%), seguida pela CLFSC (24,64%), CLFM (19,85%), CSPE (18,7%), EEB (15,54%), CPEE (13,95%), Caiuá (13,92%), EEPV (12,63%) e CFLO (10,12%). A CJE terá reajuste negativo de 3,45% para esses consumidores.
Como é feito o cálculo do índice
Para o cálculo do índice a Agência considera a variação de custos que as empresas tiveram nos últimos 12 meses. Entram na conta as despesas que as empresas não controlam, como o preço da energia nas geradoras e encargos de transmissão. Nestes casos as distribuidoras apenas repassam o aumento com o qual tiveram que arcar.
Também estão incluídos no reajuste os custos que são administrados pelas concessionárias, sobre os quais incide o IGP-M.