Reunião do Fomc eleva perspectivas do mercado e risco-País recua 5 pontos

Apesar do avanço da inflação brasileira, mercado segue otimista sobre possível anúncio do Fed de plano de estímulos nos EUA

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SÃO PAULO – O indicador do risco-País recuou 5 pontos-base, atingindo 241 pontos nesta quarta-feira (20). A reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que se iniciou nessa data, contribuiu para uma tendência otimista do mercado, alimentada por um possível anúncio do Federal Reserve de um novo programa de estímulos à economia norte-americana. 

Outra referência foi a redução das projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a economia mundial, apesar de não ter sido suficiente para inibir o otimismo do mercado. Vale ressaltar ainda que a Grécia ainda segue tentando conseguir auxílio externo no curto prazo para manter as contas em dia.

No front doméstico, destaque para a divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que apontou inflação de 0,53% em setembro. A piora no sentimento de inflação brasileiro joga dúvidas acerca de se o aumento de preços está sob controle ou não no Brasil.

Agenda internacional
No front externo, o principal foco foi a reunião do Fomc que se iniciou esta data e com término previsto para quinta-feira (21). O mercado espera que o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, anuncie uma nova rodada de Quantative Easing. Em contraposição, o FMI reduziu para 4% a expansão prevista para o PIB (Produto Interno Bruto) global, frente a previsão de 4,3%, divulgada em junho.

Ainda nos Estados Unidos, outros indicadores que repercutiram no mercado foi a divulgação do Housing Starts, pelo Departamento de Comércio norte-americano, no qual apontou que o número de casas que começam a ser construídas nos EUA não superou as expectativas. Adicionalmente, o Buiding Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis naquele país, registrou 620 mil permissões.

Já na Europa, o destaque foi o rebaixamento do rating da dívida italina de A+ para A pela Standard & Poor’s, na véspera. Por fim, o anúncio do Grécia que irá comprir todas as exigências da Troika – – entidade internacional formada União Europeia, FMI e o BCE (Banco Central Europeu) – para retomar as negociações que poderão permitir até ao fim de setembro selar o acordo para o desembolso € 8 bilhões até outubro também refletiu nos números do mercado desta data.

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Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,41% na noite desta terça-feira, cotado a 134,65 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 241 pontos base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.