Conversões de veículos para gás natural bate recorde em janeiro

No período, 25 mil automóveis passaram a circular com o novo combustível; Rio de Janeiro mantém a liderança do setor

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SÃO PAULO – A meta de alcançar um milhão de veículos movidos a gás natural, fixada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), ficou mais fácil de ser atingida antes do final de 2005, depois do recorde de conversões registrado em janeiro. No primeiro mês do ano, 25.215 automóveis passaram a circular com o novo combustível.

De acordo com o coordenador do Comitê de GNV da entidade, Rosalino Fernandes, caso se mantenha a média mensal de 25 mil conversões, o objetivo deve ser superado entre maio e outubro. Atualmente, a frota nacional movida a gás natural é de 863.841 veículos.

Custo abaixo da média

Um dos fatores que mais tem contribuído para a expansão do mercado de gás natural é a estabilidade de preço. Enquanto seu metro cúbico vale hoje cerca de R$ 1,088, valor muito próximo dos R$ 1,091 pagos em junho do ano passado, o custo do litro da gasolina, por exemplo, saltou 20% em um ano, passando de R$ 2 para R$ 2,27.

Além de ser 40% mais barato que a gasolina, o gás natural veicular apresenta outras vantagens, como a impossibilidade de adulteração e o fato de ser considerado um combustível ambientalmente limpo, com apenas uma molécula de carbono, o que diminui de 20% a 25% a emissão do gás causador do efeito estufa.

Expansão acentuada

Impulsionado a partir de 1998, o consumo de gás natural alcançou taxa média anual de expansão da ordem de 35% desde então, chegando a 1,584 bilhão de metros cúbicos em 2004. Os cerca de mil postos espalhados pelo Brasil comercializaram 152 mil metro cúbicos ao mês no ano passado.

O Brasil possui a segunda maior frota de veículos movidos a gás natural do mundo, atrás apenas da Argentina, com 1,5 milhão de automóveis. O estado do Rio de Janeiro ocupa a liderança brasileira, e em janeiro registrou conversões de 9.184 veículos. Em segundo lugar no período aparece São Paulo, com 5.485 alterações.

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O gás natural responde hoje por 3,5% do consumo de combustíveis do País. De acordo com o IBP, o Brasil tem reservas comprovadas para pelo menos 20 anos de consumo.