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SÃO PAULO – Em meio ao desenrolar da crise econômica que estamos vivenciando em 2011, os leitores do Portal InfoMoney mostram divergência de opiniões ao tentar comparar as possíveis consequências desse possível novo colapso financeiro com o ápice da crise do subprime alcançado em 2008.
Em uma escala de 0% a 100% para mensurar qual a probabilidade dessa nova crise ser igual à anterior, 16% de 2.649 usuários do portal acreditam que a chance dessa crise ser igual é de 0%, tendo sido esta a opinião mais votada. Contudo, a segunda colocação ficou com a alternativa extremamente oposta – a de 100% de chances dessa crise ser pior que a outra -, com esta sendo escolhida por 14% dos leitores.
Qual seria o voto de Dilma Rousseff?
A duração da crise já foi tema de um discurso da presidente da República, Dilma Rousseff, que em agosto afirmou que esses distúrbios durariam mais do que os anteriores, embora o Brasil estivesse apto a aguentá-los. Essa visão já foi compartilhada por Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, que afirmou que a estabilidade financeira nacional não está em risco.
A maior preocupação do mercado no momento é com a situação grega, já que o país estaria a um passo de declarar moratória. Porém, mesmo que isso ocorra, o país não deverá deixar a Zona do Euro, fator que implicaria e ainda mais confusões no mercado. O risco de contágio por parte de outros países no continente existe, e o mercado teme que o destino da Grécia seja compartilhado por países maiores, como Itália e Espanha.
A situação dos países europeus não é o único temor do mercado, também muito preocupado com o déficit fiscal norte-americano e uma possível recessão no país, que já levou as bolsas a registrarem fortes na época da demora para a aprovação da elevação do seu teto de dívida. Essa situação levou a duas medidas distintas: o corte do rating norte-americano realizado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s e o anúncio de uma tentativa do governo dos EUA de reduzir esse déficit.
Uma cooperação entre os dois polos de crise é necessária para que se evite situações piores. Seja como for, fato é que a economia global já apresenta sinais de desaceleração, levando a instituições como o FMI (Fundo Monetário Internacional) a reduzirem suas projeções de crescimento para esse ano. O Brasil não deverá ser imune à essa desaceleração, e o relatório Focus já mostra queda nas expectativas para o ano de 2011.
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Confira o resultado da enquete:
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Qual a probabilidade de uma crise tão séria como a de 2008 ocorrer ainda em 2011? |
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|---|---|---|
| Opção | Respostas | % |
| 0% | 425 | 16,04% |
| 10% | 259 | 9,78% |
| 20% | 246 | 9,29% |
| 30% | 250 | 9,44% |
| 40% | 168 | 6,34% |
| 50% | 374 | 14,12% |
| 60% | 113 | 4,27% |
| 70% | 171 | 6,46% |
| 80% | 164 | 6,19% |
| 90% | 108 | 4,08% |
| 100% | 371 | 14,01% |
| Total | 2649 | 100% |