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SÃO PAULO – Encontrar um fiador para alugar um imóvel normalmente não é uma das tarefas mais fáceis. Nem sempre temos amigos ou parentes dispostos a nos ajudar, e em muitos casos pode ser constrangedor pedir a alguém para ser nosso fiador.
Porém, de uns tempos para cá, o mercado imobiliário vem introduzindo alternativas que substituem o fiador na hora de assinar o contrato de aluguel. Além da caução, hoje é possível fazer um seguro-fiança em qualquer banco, ao passo que o título de capitalização “Garantia de Aluguel” é o mais novo produto disponível para os inquilinos.
Adiantamento do aluguel pode funcionar
Quando o engenheiro argentino German Bamberger mudou para o Brasil e teve que procurar um apartamento em São Paulo, foi difícil encontrar um fiador. A maioria das imobiliárias só aceitava fiadores que possuíam imóvel na capital paulista, e como a empresa tinha apenas bens na Argentina, não houve negócio. “Trabalho numa empresa pequena, que não tem imóveis em São Paulo. Um proprietário não quis me alugar o apartamento por causa disso e era justo o que tinha mais gostado”, conta German. Depois de uma semana acabou encontrando um outro e fechou negócio. O jeito foi fazer um adiantamento de quatro aluguéis, que foi proposto pelo proprietário. “O dono foi com a minha cara e me deixou dar uma caução”.
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Mantenha suas finanças sob controle neste ano
Em geral a permissão de se fazer um adiantamento é extremamente pessoal, variando de caso para caso. Quanto mais o proprietário simpatizar com o candidato, maiores são as chances do negócio dar certo. No caso do engenheiro acima, ele teve que desembolsar R$ 3.200, já que o valor do aluguel era de R$ 800. Porém, isso pode não funcionar, dependendo da situação. Na verdade, a caução não representa nenhuma vantagem do ponto de vista do dono do imóvel, uma vez que se o inquilino não tiver condições de continuar pagando o aluguel ele será prejudicado.
Seguro-fiança: proteção contra o desemprego
A melhor alternativa para o proprietário e para o inquilino, porém também a mais cara, é o seguro-fiança. Essa modalidade de seguro pode ser feita na maioria das seguradoras do país e o preço irá variar de acordo com o prazo do contrato do aluguel. Normalmente, para contratos de um ano, o custo do seguro é o mesmo do valor de um aluguel. Para prazos maiores, de 36 meses, por exemplo, o custo passa para dois aluguéis.
No ano passado, o casal Mara e Henrique Aguiar mudou de apartamento e decidiram fazer um seguro-fiança, até porque sua situação financeira não era muito estável. Dois meses depois de terem entrado no imóvel, Henrique perdeu o emprego. “Fiz esse seguro na hora certa. Já tinha imaginado que essas coisas poderiam acontecer. A seguradora vai me pagar o aluguel até junho desse ano”, explica o marido aliviado.
Título de capitalização é alternativa ao seguro
Um produto bastante novo no mercado é o título de capitalização, que foi introduzido pela Sul América, e funciona como uma espécie de poupança. Você estipula um valor com a imobiliária e o proprietário, e todo mês vai depositando uma parte dessa quantia. Tanto o inquilino quanto o locador terão uma garantia no aluguel. O que é visto normalmente é um valor entre três a seis vezes o aluguel, porém não existe piso nem teto nessa operação.
Se depois do contrato você não tiver enfrentado nenhum problema financeiro, ainda é possível resgatar o valor das aplicações corrigidos pela TR mais 3%. Para saber o custo dessa modalidade, você terá que calcular a diferença entre a rentabilidade no mesmo período de um fundo DI, por exemplo, com a correção feita no título. Dependendo dos valores, essa alternativa poderá ser mais vantajosa se comparada com o seguro-fiança, porém não pode ser encarada como uma boa alternativa do ponto de vista financeiro, pois o rendimento fica abaixo até mesmo da poupança.