Desemprego, juros e inflação afetam o otimismo do brasileiro

Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), apurado pela CNI, caiu 2,2% em relação ao último trimestre de 2004

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SÃO PAULO – Os juros elevados, o crescimento mais lento da economia e o medo de que as taxas de desemprego voltem a mostrar sinais de crescimento levaram o otimismo do consumidor brasileiro a cair no primeiro trimestre de 2005, em relação ao final do ano passado.

De acordo com o estudo divulgado no último dia 31, pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) caiu 2,2% sobre dezembro passado.

Mesmo com a menor confiança dos consumidores brasileiros, a CNI apontou que o índice ainda é 1,2% superior na comparação anual, com o primeiro trimestre do ano passado.

Disposição para o consumo em baixa

Ainda de acordo com a pesquisa, a expectativa em relação à renda geral cresceu 3,2% no período, enquanto em relação à própria renda, o avanço foi de 1,1%. A CNI apontou a estabilidade dos números como fator de preocupação, tendo em vista que a retomada do consumo é um dos mais importantes motores para o crescimento da economia em 2005.

No confronto entre os dois últimos trimestres (2004 e 2005), o percentual de brasileiros que declararam que vão comprar mais nos próximos três meses caiu de 22% para 19%. Por outro lado, 28% das pessoas disseram que vão comprar menos, contra 27% no final de 2004.

A queda em relação ao trimestre anterior foi resultado da expectativa negativa dos entrevistados quanto ao avanço do emprego nos próximos seis meses. O referido indicador caiu 8,9%, quando comparado ao final de 2004.

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Inflação é outro fator preocupante

Para o coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, reduções futuras da taxa básica de juros, a Selic, e as taxas de inflação também mostrando sinais de queda, terão influência sobre o otimismo dos consumidores brasileiros.

Conforme mostra a pesquisa, o índice referente às expectativas da evolução da inflação também caiu 2,7% em relação ao último trimestre de 2004, e 5,2% na comparação com o primeiro trimestre do mesmo ano. No total, 57% dos consumidores temem a aceleração dos preços nos próximos meses.