Dieese: São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil

O conjunto de itens essenciais custava R$ 175,87 em março, valor 0,47% superior ao verificado em fevereiro

Publicidade

SÃO PAULO – A cesta básica vendida na cidade de São Paulo, em março, foi a mais cara do Brasil, com alta de 0,47% sobre o custo de fevereiro e atingindo preço médio de R$ 175,87. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica realizada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

Após permanecer na segunda colocação do ranking de custos em fevereiro, atrás de Porto Alegre, o município de São Paulo retorna ao primeiro posto em março porque a cesta básica vendida na capital gaúcha sofreu alta menos intensa (0,04%).

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (04), o aumento verificado na capital paulista nos últimos doze meses chega a 5,34%. No acumulado do primeiro trimestre de 2005 a variação é positiva em 2,13%.

Tomate e batata tiveram maiores aumentos nas análises

Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, quatro registraram alta em março, na comparação com fevereiro. O maior aumento foi verificado no café em pó, que ficou 5,90% mais caro. Em seguida aparecem tomate (5,42%), batata (4,02%) e arroz agulhinha tipo 2 (1,41%).

Outros cinco produtos ficaram mais baratos, especialmente banana nanica (-2,27%), óleo de soja (-1,42%) e feijão carioquinha (-1,05%). Leite in natura tipo C, pão francês, farinha de trigo e açúcar refinado mantiveram seus custos em março.

No acumulado dos últimos doze meses, a batata e o açúcar ocupam os postos de maiores elevações, com encarecimento de 61,61% e 51,25%, respectivamente. Em seguida estão o tomate (18,89%), café (14,13%) e o leite (9,44%). Já no ranking de maiores quedas de preço, arroz (-22,99%) e óleo de soja (-22,39%) dividem os primeiros lugares.

Continua depois da publicidade

Cesta Básica consome 73,25% do salário do paulistano

Ao atingir o valor de R$ 175,87, a cesta básica passou a comprometer 73,25% do salário mínimo líquido do trabalhador de São Paulo. A conta já deduz a quantia recolhida à Previdência Social. Embora elevada, esta parcela de comprometimento é ligeiramente menor do que os 75,33% que eram exigidos em março de 2004.

Outro indicador que também apresenta leve melhora é aquele que mede o tempo de trabalho necessário para aquisição da cesta básica. Quem ganha salário mínimo foi obrigado a trabalhar 148 horas e 49 minutos em março. No ano passado, este tempo era de 153 horas e 03 minutos.