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Ocupando 20% do território do estado de Tocantins, o “deserto” do Jalapão virou moda entre aventureiros em busca de lugares paradisíacos no Brasil. Isso porque ainda é virgem e inexplorado. Tanto é verdade, que pouca gente consegue imaginar suas belas paisagens.
Aos amantes da natureza
Apesar do local não ser um deserto de fato, o clima árido e as altas temperaturas, somados às paisagens exuberantes, fazem do Parque Estadual do Jalapão um excelente destino para os amantes da natureza.
Para amenizar a temperatura média de 30 graus – no verão chega a beirar os 40 graus -, o Jalapão oferece oásis incrustados na mata rasteira, onde os viajantes podem se refrescar nas águas transparentes de centenas de rios, riachos e ribeirões da região.
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E é possível passar dias sem cruzar com nenhuma pessoa no meio de toda esta maravilha! Neste paraíso do Centro-Oeste, a densidade demográfica é de 0,8 habitante por quilômetro quadrado.
Por que Jalapão?
O nome Japapão pode soar estranho, mas a explicação semântica é interessante. Vem da Jalapa-do-Brasil, planta nativa da região que cura dores-de-barriga. Por ter um gosto muito ruim, os moradores locais têm a tradição de misturar o vegetal com pão, para que o remédio seja engolido de maneira mais fácil.
O Jalapão fica a 10 horas de estrada de terra de Palmas, a capital do estado, e o trajeto já vale a viagem. As principais atrações são a Serra do Gorgulho, o Morro Catedral, assim como as águas cristalinas do Rio Sono. A região também é própria para banhos de cachoeira – as mais famosas são a Cachoeira da Velha e a da Formiga.
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A vegetação varia do cerrado baixo à campina, sem contar com as matas de galeria, que nascem às margens dos rios. Para completar, o viajante ainda encontra lagoas, dunas de areia, serras e chapadões que chegam a atingir 800 metros de altura.
Beleza compensa dificuldades
Outro atrativo do Jalapão é a sua virgindade. Quem anda por aquelas bandas tem a impressão de que nem mesmo aborígines se atreveram a passar por ali. O local tem pouca infra-estrutura para o turismo – para ser otimista -, mas a beleza de suas paisagens compensa qualquer desconforto.
Passear por esta região de Tocantins exige um enorme aparato de viagem, que só os mais aventureiros possuem. Além de um veículo off-road, é preciso ter equipamento de navegação e comunicação, kits de sobrevivência e mantimentos para os tripulantes.
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A região abrange as cidades de Ponte Alta do Tocantins, Mateiros, Santa Tereza do Tocantins e outros três municípios do estado, ocupando uma área do tamanho de Sergipe. O melhor período para passear no Parque, criado em 2001, é entre maio e setembro, quando a probabilidade de chover praticamente não existe.
O ideal é organizar a viagem de sua cidade natal, sabendo onde irá dormir e estudando bem o mapa da região.