Tarifas mais baixas: BC quer o compartilhamento de caixas eletrônicos

Menores custos operacionais e de infra-estrutura poderiam proporcionar até mesmo queda do spread, afirma estudo

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SÃO PAULO – Com o objetivo de proporcionar a redução das tarifas bancárias, o Banco Central (BC) pretende lançar, nos próximos 12 meses, uma campanha para estimular as instituições financeiras a compartilharem suas redes de terminas eletrônicos.

As idéias iniciais do projeto foram apresentadas no último dia 30 de maio, quando diretores do BC divulgaram um estudo a respeito dos instrumentos de pagamentos no varejo brasileiro.

Baseando-se em experiências internacionais, o relatório revela que a criação de um sistema conjunto de terminais eletrônicos minimizaria os custos operacionais e de infra-estrutura das instituições, contribuindo para o barateamento dos serviços oferecidos pelos bancos.

Segundo o Banco Central, até mesmo o spread bancário poderia ser reduzido com a medida. Vale dizer que o spread é a diferença entre o custo das instituições para captarem recursos no mercado e a quantia cobrada por elas dos clientes em seus empréstimos.

Em busca do compartilhamento

Difundido em países desenvolvidos, o compartilhamento de terminais eletrônicos ainda é incipiente no Brasil, onde há apenas a experiência do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que no início deste ano decidiram reunir suas redes de atendimento automático.

No mercado nacional, existe, ainda, o Banco24 horas, que pode ser utilizado por clientes de todas as instituições conveniadas na iniciativa. No entanto, esta parceria não é a ideal para o BC, pois se apresenta como um negócio que visa o lucro, e não a otimização dos serviços bancários e sua conseqüente redução de custos.

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O exemplo a ser seguido, segundo o estudo divulgado, é o de países como Portugal e Canadá, nos quais operam apenas uma única rede de terminais eletrônicos, que possibilita as transações dos clientes de todos os bancos. Para se ter uma idéia da discrepância com a realidade brasileira, aqui funcionam cerca de 30 redes de atendimento automático.