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SÃO PAULO – Desta vez o aumento do custo da cesta básica do brasileiro subiu de forma generalizada em todo o País, com destaque para as altas mais significativas verificadas em Brasília (8,93%), Recife (8,3%) e Belo Horizonte (7,52%).
Nos últimos 12 meses, as cestas vendidas nas 16 capitais nas quais o Dieese realiza a pesquisa ficaram mais caras, com destaque para Brasília (17,12%) e Vitória (15,87%), onde os aumentos ficaram acima do reajuste do salário mínimo em maio, em 15,3%.
Os números são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, apurada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), que também acompanha o comportamento dos preços dos gêneros alimentícios de primeira necessidade.
Custo da cesta nas principais capitais
Em maio, a cesta mais cara, pertencente a Porto Alegre, passou de R$ 183,15 para R$ 189,12, denotando alta de 3,26% sobre abril. São Paulo responde pela segunda cesta mais cara, que em abril teve seu valor alterado de R$ 180,93 para R$ 188,63 (4,26%).
Ainda de acordo com o estudo, em localidades como Goiânia (0,42%) e Florianópolis (1,17%), o custo dos gêneros pesquisados não sofreu grandes alterações. Em valores monetários, as cestas mais baratas foram encontradas em Natal (R$ 140,73) e Salvador (R$ 140,40).
Chuvas em SP deixam tomate mais caro
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Em maio, apenas o óleo de soja e arroz ficaram mais baratos na maioria das capitais. Quanto aos demais produtos que tiveram seus preços elevados, destaque para o tomate, cujo preço subiu em todas as regiões, variando de 2,37% em Natal, a 53,60%, em Fortaleza.
Vale lembrar que os preços ainda tendem a subir, sobretudo em São Paulo, onde as fortes chuvas no final de maio levaram a grandes perdas no Ceagesp, principal centro distribuidor da capital.
O feijão, a banana, carne, açúcar, pão e batata também estiveram mais caros no quinto mês do ano, em pelo menos dez das capitais analisadas.