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SÃO PAULO – O consumidor brasileiro aumentou seu poder de compra em junho, apesar de pesquisas recentes indicarem desaquecimento da expansão econômica e interrupção da recuperação da renda dos trabalhadores.
A conclusão é da empresa Cheque-pré.com, cujo índice DPC (Dimensionador do Poder de Compra), que leva em conta análise de crédito e consumo, apresentou elevação de 0,64% na passagem de maio para junho, atingindo 79,971 pontos.
De acordo com o presidente da entidade, o economista Ivo Barbiero, o crescimento do crédito consignado e o reajuste do salário mínimo, que em maio subiu para R$ 300, explicam a melhoria do indicador no mês em que se comemora o Dia dos Namorados, terceira melhor data do ano para o comércio, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.
Previsão pessimista
Embora o resultado de junho tenha demonstrado um cenário favorável para o varejo nacional, a expectativa da Cheque-pré.com é de que o poder de compra dos consumidores caia em julho e mesmo nos meses seguintes.
Na opinião de Barbiero, o DPC pode diminuir porque as pessoas devem se tornar mais conservadoras em suas compras no curto prazo, em virtude do cenário político conturbado pelas denúncias do “mensalão” e pela instauração da CPI dos Correios.
Além disso, o presidente da Cheque-pré.com acredita que a quebra da safra agrícola esteja provocando uma reação em cadeia que acarretará em aumento nos custos de diversos produtos do comércio, comprometendo as aquisições da população.
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