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SÃO PAULO – Uma parcela de 4% da população brasileira, que corresponde à elite financeira do País, gasta em jóias, sabonetes e brinquedos o mesmo que os outros 31% da classe E usam para comprar arroz.
Estes 6,9 milhões da classe alta têm renda mensal acima de 30 salários-mínimos (R$ 9 mil) e gastam mensalmente R$ 91,6 milhões com produtos considerados supérfluos. No outro extremo da pirâmide social, os 54 milhões de menos favorecidos ganham até dois salários (R$ 600) e consomem seis vezes menos em jóias e bijuterias por mês que os mais ricos.
As estatísticas foram divulgadas nesta quinta-feira (1º ) e fazem parte da base de dados ProConsumo, desenvolvida pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) e a consultoria Tendências.
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Distorção no consumo
A pesquisa mostra distorções sociais, na distribuição de renda e perfil de consumo dos brasileiros também na relação per capita. A Classe A1 responde por 28% de todo o consumo, enquanto os integrantes da E, quase um terço dos brasileiros, são responsáveis por apenas 5,6% do total.
As despesas das famílias paulistanas de elite (3,5 bilhões) superam os gastos das regiões Norte, somada com o estado de Alagoas (R$ 3,5 bilhões e 3,4 bilhões respectivamente). Estes ricos gastam todo mês com festas e cerimoniais uma quantia semelhante ao que é destinado a arroz, feijão e cereais em estados como Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Brasília.
A diferença também fica clara na mesa de jantar: a minoria de abastados gasta mais com carne de boi de primeira (R$ 58 milhões) que a classe E inteira gasta com carne de segunda categoria (R$ 50 milhões).