Celulares competem com a internet na oferta de serviços bancários

Com penetração quatro vezes maior, os celulares oferecem custo mais baixo de transação e menos risco de fraudes

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SÃO PAULO – Procurando facilitar cada vez mais a vida dos seus correntistas, os grandes bancos brasileiros devem passar a oferecer, pelo celular, os mesmos serviços que já oferecem no internet banking.

Com quase 79 milhões de usuários, segundo dados de agosto da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), os celulares são bem mais populares do que os computadores entre os brasileiros. O Ministério da Fazenda estima que existam 20 milhões de computadores pessoais no País.

Mais populares e seguros?

Diante desta realidade, não é de surpreender que os bancos estejam investindo cada vez mais no Mobile Banking, para que o mesmo ganhe presença entre seus clientes. Os mais otimistas acreditam que, até o final de 2005, os correntistas de grandes bancos nacionais poderão efetuar pagamentos e transferências através dos celulares da mesma forma como já fazem nos caixas automáticos.

A segurança é outro aspecto que deve contribuir para a maior popularização da oferta de serviços bancários através dos celulares. Ao contrário da internet, onde a incidência de vírus e fraudes parece crescer, no setor de telefonia móvel foram desenvolvidas tecnologias de combate à clonagem mais eficientes.

Fraudes na rede cresceram 45%

Comprovando esta afirmação, o Grupo de Respostas a Incidentes para a Internet Brasileira, o CERT.Br, informa que os índices de fraudes bancárias através da internet aumentou 45% no último trimestre.

Outro fator importante, segundo o diretor da Novabase Brasil Forward, Paulo M. Macedo, além de facilitar a vida dos correntistas em trânsito, os celulares devem oferecer custos de transação mais baixos, exatamente porque possuem um controle mais eficaz contra as fraudes.

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Em resposta ao aumento das fraudes na internet, os bancos brasileiros vêm estudando uma solução que só permite o acesso através de terminais previamente cadastrados. Com isso, o correntista só teria acesso ao Internet Banking através da mesma máquina, o que facilitaria a verificação do usuário e a liberação das transações.